Agruras,
quarta-feira, 27 de julho de 2011
LABIRINTO
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terça-feira, 12 de julho de 2011
VENTO FORTE
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sábado, 10 de abril de 2010
VIDA
Vida fútil,
Inútil,
sem sol.
Vida bela,
aquela que segue
ao sentimento
e não à dor.
Vida ribeira,
mansa
e certeira
que segue o Rio devagar.
Vida altiva,
na busca da Luz,
do Sol.
Vida humana,
temes o fim
e esqueces
que em ti encontra-se o atalho,
o gérmen, o ínicio,
o pulsar, o sopro
da outra vida,
que um dia viverás.
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segunda-feira, 4 de maio de 2009
MÃE
Meu porto de chegada.
Meu porto de partida.
No aconchego,
do teu útero,
uma janela para a vida.
Na saída de tuas entranhas,
a fragilidade de um ser recém formado,
que de ti precisará por todo o sempre,
por todas as vidas.
Mãe,
Espírito de Luz,
Espírito de Vida.
Estarás compromissada
por toda a sua existência.
És a enviada de Deus
para viveres a maternidade
e instruíres teus rebentos
para um Novo Mundo formarem.
E dares a cada um a dose exata do Amor,
que de ti transborda,
que em ti respira.
Mãe.
És o único ser que possui o poder de gerar,
dentro de ti, a vida.
Como a Terra gera a Natureza,
da qual fazes parte.
És Digna.
És Luz.
És como Maria
que, também, gerou seu filho amado
para se transformar na maior Luz vista neste planeta.
Tu, bem que tentas transformar o que gerastes num ser de bem.
És Única.
És Divina.
És Mãe.
És Mulher.
Publicado no Recanto das Letras em 04/05/2009
Código do texto: T1574795
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10:22
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
A PAIXÂO
Saudade repentina que me dá
Ao sentir, que um dia
Estive com ela a me rodear
Éramos um
Mesmo sendo dois.
Éramos felizes
Mesmo quando a tristeza nos abatia
Éramos vigorosos
Cheios de sonhos
Ilusões. Fantasias.
Para mim eras meu breque
Meu porto seguro
O ombro onde me recolhia.
Para ti
O menino grande
Que por tudo sentia e sofria.
O tempo passou...
Saudade repentina que me dá
De ouvir-te falar
De sentir-te de novo a me rodear
E eu ter de só perceber-te
E contentar-me com a saudade
E o amor que ficou
Em nossos corpos e emoções.
Lá atrás,
No tempo...
No tempo que passou.
Publicado no Recanto das Letras em 17/02/2009
Código do texto: T1444285
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sábado, 8 de novembro de 2008
REFLEXÕES
Ao olhar o Sol,
vi o esplendor dos seus raios
a rodear a manhã que com ele se levantava.
Ouvi os sons
que com ele acorda
ao observar o vulto do seu clarão.
Estasiei-me
ao sentir ao meu redor
toda a Natureza a conspirar
para que especial esse dia fosse.
Os pássaros se comunicavam
a entoar belas canções.
A brisa em meu rosto soprava
sua suavidade primaveril.
O Mar com águas tranqüilas
espelhava-me e refletia a Luz Solar.
O dia ganhava horas e se movia.
Aos poucos,
o movimento crescia,
fazia o dia ebulir,
ganhar mais horas.
Amadurecer.
Os seus sons
a se modificarem.
No céu,
diamantes a brilharem.
Hora do dia adormecer.
Dar lugar à Noite
com seus sons
e seres específicos
para que amanhã repita o ritual
de acordar a vida, o belo, a existência.
Publicado no Recanto das Letras em 08/11/2008
Código do texto: T1272379
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09:25
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quinta-feira, 6 de novembro de 2008
A ESCOLHA
Mil caminhos andei
À procura daquele que me fizesse te esquecer
Caminhos tortuosos
Foram os que encontrei
Cheios de bifurcações
Cruzamentos
Sem saída
Sem volta
Neles a tudo conheci
Em todos esbarrei
A tudo dei trela
Vivi
À margem
Andei na contramão da vida
Naquele momento
Minha vontade não existia
Estava inerte
Apagada
E eu brilhava
Sem o Sol na cabeça
Só nuvens carregadas
A me rodearem
Só depois consegui fazer uma escolha
Escolha difícil que quase me levou
Me deixou na escuridão
Mas dentro desta escuridão
Vi uma Luz
Só a mim chamava
Só a mim desejava
Uma Luz que me iluminava
O corpo e a mente doentes
Uma Luz que me trouxe de volta
De volta à Vida
Ao mundo
Aos teus braços
A Você.
Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2008
Código do texto: T1268839
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09:29
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