
Título: Afrodite
http://www.vadiando.com/archives/afrodite.jpg
Belo.
Bela.
Não importa.
O que importa
é a beleza
a passear
pela areia
da praia,
a mostrar
as suas diversas
morenices.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 01/03/2008
Código do texto: T881998
sábado, 1 de março de 2008
BELEZA I
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09:19
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PERGUNTAS
Título: Question
http://ummundomagico.blogs.sapo.pt/arquivo/question.jpg
Pergunta ao Nada
que não quer
me responder:
Por que eu ?
E o Nada
fica de um lado
e eu de outro,
sem nos reconhecermos.
Por que eu ?
Poderia ser Outro
que desse respostas,
mais perspectivas,
mais falta de pudores.
Por que eu ?
E não os outros?
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 01/03/2008
Código do texto: T881995
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09:08
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
À MARGEM DE MIM
Preciso me jogar
do abismo
que eu mesmo criei.
Preciso arriscar
se não
vou morrer
sentado
à beira da estrada,
à beira da vida,
à margem de tudo,
à margem de mim.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/02/2008
Código do texto: T879624
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15:05
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MENTIRAS
Mentiras,
mentiras,
nunca mais
quero delas viver.
Quero outra vida conhecer
e viver em paz.
Paz nos sentimentos,
no que digo,
no que vivencio.
Paz em mim.
Somente paz.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/02/2008
Código do texto: T879618
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15:02
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OSSO DURO DE ROER
É osso
duro
de roer,
de qualquer
maneira.
Mas,
quando
pega-se
o tutano,
o de dentro,
o gostoso,
é dos Deuses.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/02/2008
Código do texto: T879615
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domingo, 24 de fevereiro de 2008
SONHOS I
Sonho.
Sonhos devassos.
Sonhos de amplitude.
De amplidão.
Sonhos.
Sonhos repentinos.
Diuturnos.
Sonhos do nada.
Do tudo.
Sonho
com sonhos
impossíveis
de aqui se realizarem
nesta esfera,
não em outra,
em que o mundo
possua uma outra dimensão.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/02/2008
Código do texto: T873769
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15:46
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OLHOS CRISTALINOS
Olhos
cristalinos,
sem mácula,
inocentes.
Olhos
cristalinos
por mãos sujas,
maculadas,
perderam
a luz
da chama
e da inocência.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/02/2008
Código do texto: T873767
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PERNAS
Pernas bonitas,
torneadas.
Pernas perfeitas.
Pernas da mulher,
da mestiça,
da mulata brasileira.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/02/2008
Código do texto: T873765
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sábado, 23 de fevereiro de 2008
DESPEDIDA
Estou a fenecer
a cada instante,
a cada hora,
a cada dia.
E tu,
quem vive ao meu lado,
não percebes,
não prestas atenção
às mínimas pistas
que te as dou.
Preferes ficar na superfície
e não ires a fundo
no que imaginas que vês.
O fim é próximo,
caminha a passos largos
e como todo poeta
cumprirei este destino.
Nesta hora suprema,
dar-te-ei um beijo,
um beijo de despedida,
um beijo sobre uma lápide,
um beijo gelado
e todo o meu legado.
Estou a fenecer
a cada instante,
a cada hora,
a cada dia.
E tu,
quem vive ao meu lado,
não percebes,
não prestas atenção
às mínimas pistas
que te as dou.
Preferes ficar na superfície
e não ires a fundo
no que imaginas que vês.
O fim é próximo,
caminha a passos largos
e como todo poeta
cumprirei este destino.
Nesta hora suprema,
dar-te-ei um beijo,
um beijo de despedida,
um beijo sobre uma lápide,
um beijo gelado
e todo o meu legado.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/02/2008
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ÚNICA FANTASIA
A única fantasia
que não me realizaste
foi a de ter ver nu
a andar pela tua terra natal.
Repressão?
Medo?
Ou falta de coragem?
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/02/2008
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MESMICE
A mesmice
das coisas
me incomoda,
me tira do sério.
A mesmice
da vida,
do viver.
A mesmice
do olhar.
A mesmice
do meu ritmo
que não procuro modificar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/02/2008
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09:03
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
XANGÔ
http://www.marciomelo.com/2004/Xango.jpg
Xangô guerreiro,
meu protetor,
me ajude
nesta batalha.
Iluminai
minha mente,
meu coração,
para que eu
saia vencedor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/02/2008
Código do texto: T867713
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O TEMPO DESACELEROU
No
tempo
corrido
que corre,
passei por ti
e te cumprimentei.
O tempo desacelerou.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/02/2008
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
MOÇOILA
Título: Rosa Negra
http://www.vampirakitana.blogger.com.br/rosa%20negra.jpg
Moça bonita.
Moça negra.
Moçoila.
Deixas-me em êxtase
quando passas,
pela calçada
de minha rua.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 19/02/2008
Código do texto: T865758
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08:53
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CABELOS CASTANHOS
Os teus longos cabelos
castanhos,
quando deitavam
sobre o meu colo,
só me traziam felicidade.
Agora,
é passado.
É só lembrança.
Pura e Bela.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 19/02/2008
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
O VENTO
O vento
me é
um elemento
de fé.
Toda vez
que dele preciso
ele vem chegando
de mansinho,
como agora,
e me acaricia
o corpo
e os sentidos
e me deixa
mais leve
a alma.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 18/02/2008
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10:22
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SONHEI ...
que o perdão
me fora concedido
e que de agora
em diante
pudesse
te amar
e andar contigo
lado a lado,
como outrora.
Engano.
Foi só um sonho ...
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 18/02/2008
Código do texto: T864402
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domingo, 17 de fevereiro de 2008
TULIPAS

Título: Tulipas
http://www.ibpinet.com.br/ibpicard/images/fundo/Tulipas.jpg
Tulipas
amarelas,
fortes,
singelas.
Belas.
Vejo-as
num jardim
feito só para elas.
Tulipas
amarelas.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/02/2008
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08:33
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MALVADA
Malvada
é o que tu és.
Sem tirar,
nem pôr.
És o que de pior
alguém na terra
já gerou.
Malvada
tudo na vida
tem retorno,
estou a ele esperar.
Quero ver-te quedar
aos pés de Oxalá.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/02/2008
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sábado, 16 de fevereiro de 2008
SOL

Título: Sol Mixteco
http://www.redgfu.net/jmn/images/sol_mixteco.jpg
A forte luz
que me clareia os olhos,
só pode ser gerada
pelo Sol,
astro que tem a função
de nos colocar pra cima,
nos energizar,
em nossa longa escalada
rumo ao infinito,
aos céus.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 16/02/2008
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09:52
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PIEGAS
Piegas
é do que te chamo.
Sentimental.
Não consegues viver
sem esta muleta
a atrapalhar
o nosso relacionamento
capenga, instável,
a um passo de terminar.
Edilmar Amaral
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
SETE SINOS DA FELICIDADE

Título: Sete sinos da felicidade
http://www.jfservice.com.br/vidasaudavel/arquivo/bonsfluidos/2007/11/28-sino/
Ouça
o vibrar
dos sete sinos
da felicidade.
O Vento
convida-o
a nele
embarcar.
A abrir
tua casa,
a deixá-lo entrar,
para energizá-la
e enxê-la
dos fluídos
que ele o ofertará.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2008
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08:17
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MIGALHAS
Tuas migalhas
jogue-as aos pássaros.
Ou melhor,
não as dê.
Nem para eles
algum proveito terão.
Edilmar Amaral
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
INSPIRAÇÃO

Título: Musas Gregas
http://www.ocisco.net/teatro/imagens/paulavaleria/musasgregas.jpg
A pena da caneta
várias vezes
engasga-se
com as palavras
não as deixando fluir.
O poeta
atônito fica
a pensar
que sua Inspiração
fugiu
para a morada das Musas,
deixando-o vazio,
sem versos a parir,
sem versos a brotar.
Mas,
se poeta, realmente for,
ela não o abandona,
só descansa,
revitaliza-o
para voltar
pleno de idéias
com vontade
de novos versos fazer,
de novos versos
com a tinta da pena pintar.
Edilmar Amaral
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08:31
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PERSONAGEM

Título: Luzes no Palco
http://blogluso-carioca.blogspot.com/2007/03/27-de-maro-dia-mundial-do-teatro.html
No palco,
o ator
cria a personagem
e vive-a
mas ele não a é.
No palco
da vida,
visto a minha personagem
que se escrevendo vai
no decorrer da vida
e eu a sou.
No palco,
o ator representa
e ao final
do espetáculo
recebe
merecidos aplausos.
No palco
da vida,
o espetáculo
não tem fim,
vou representando-o
até que a cortina se feche
sem aplauso.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2008
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08:25
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RECAÍDA
Por ti,
vi e senti,
novamente,
o que não queria.
Por ti,
percebi
o quão fraco sou,
cai na sarjeta.
Mas,
continuarei lutando,
até que consiga me libertar,
totalmente,
de ti.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2008
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08:18
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
CHUVAS DE VERÃO
http://7art-screensavers.com/wetflowers.shtml
Chuva forte.
Temporal.
Final de tarde.
Chuvas de verão.
Molham a terra.
Refrescam.
Resplandecem
todos os seres viventes.
Lavam a alma.
Chuvas de verão.
Cumprem
o ciclo necessário
à revitalização
das matas,
das espécies.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/02/2008
Código do texto: T857518
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08:37
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SONS DA ALMA
Sons
que invadem
os meus ouvidos
com belos
cantares
de pássaros,
quando a passear no jardim estou.
Sons
que me levam
a levitar,
sons do silêncio
que quase
não conseguimos mais escutar.
Sons
que me levam
ao Nirvana,
sons
que ouço
quando na mata estou
perto da minha gente
que por lá
se esconde
e só se revela
aos puros d’alma
aos iniciados.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/02/2008
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08:35
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PREFIRO ...
Prefiro
viver
de realidade
as ilusões machucam.
Edilmar Amaral
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08:28
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
DÚVIDA

Título: Crianças
http://vermelhomelancia.blogspot.com/2007_05_01_archive.html
Menino?
Menina?
Grande dilema.
Preocupação,
pra quê?
Serão os dois.
Ou um dos dois.
Menino.
Menina.
Broto
gerado
e eclodido
na Lua Cheia,
na Lua da Magia,
na Lua dos Reis,
Fadas e Rainhas
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 11/02/2008
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10:44
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ACUSAÇÃO
Estás a me acusar
de que estou a te matar,
pouco a pouco,
com a sutileza
dos torturadores,
de que em curto
espaço
de tempo
irei conseguir.
Será ?
Se eu conseguir,
de acordo com as tuas previsões.
Que lástima.
A roda que gira o mundo
continuará a girar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 11/02/2008
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domingo, 10 de fevereiro de 2008
FIM DA DOR ?
Hoje,
a dor
chegou ao fim.
Enfim,
embora foste.
A deixar para trás
rastros de destruição,
de dor.
Rastros
de um amor ferido,
que tenta,
desesperadamente,
esquecer-te
e findar
com esta dor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/02/2008
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08:28
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AMOR BANDIDO
És
a quem ninguém conhece.
És
quem vive na penumbra.
És
de quem não existe informação,
não sabe-se o que fazes.
Mas,
a meu lado estás.
Faz-me
brotar delírios,
prazeres.
Dúvidas,
certezas.
És
o amor oculto,
bandido,
tatuado na pele,
na alma.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/02/2008
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08:22
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sábado, 9 de fevereiro de 2008
BELEZA
![]()
Título: Sol
http://mauromars.weblog.com.pt/arquivo/2004_09.html
Quero o sol
a bronzear
minha pele,
a dourar
meus cabelos.
Quero o mar
a refrescar
minh’alma,
a energizar
o meu corpo.
Quero a Beleza
que passa
diante dos meus olhos
pra me dar vida,
alegrar meu coração.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/02/2008
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08:52
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NEM UMA LÁGRIMA
Nem uma lágrima,
nem um sentimento
expressarei mais por ti.
Quanto a permaneceres a meu lado,
é por um tempo,
um dia irás e não mais voltarás.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/02/2008
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
RONDA
Rondo
toda a casa.
Não estás.
Rondo
todos os recantos
que existem
nas ruas.
Estás.
Em outros braços.
A sentir outros afagos.
Nem um olhar.
Finges que não me vê.
Cansei de escândalos,
de maltratos.
Volto
para casa.
Só.
Como um fantasma
na escuridão.
Ao chegar,
subo até o quarto,
jogo-me à cama.
Uma dor
imensa
apodera-se de mim.
Choro
todas as lágrimas
que tenho para chorar.
E adormeço
fatigado,
na esperança
de que ao amanhecer,
estejas a dormir ao meu lado
e de que voltes para mim.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/02/2008
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09:08
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FIM
Vejo-o há tempos.
Suportamos,
enquanto
deu para agüentar.
Agora,
há a dor
que nos corroerá
por uns tempos
ou por todos os tempos.
Mas,
creio que com o passar dos dias
ou dos anos
se apaziguará.
E, quem sabe?
Voltaremos a sorrir,
a viver
e até um novo amor encontrar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/02/2008
Código do texto: T850684
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09:03
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
OBSERVAÇÃO

Título: Baleias
http://ciencia.hsw.uol.com.br/baleias2.htm
Ao observar
o mar
avistei
ao longe
duas baleias,
mãe e filho,
a seguirem
seu caminho
de volta
às águas
profundas.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 07/02/2008
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09:27
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OLHO POR OLHO
“ Olho
por olho.
Dente
por dente. “
Nas Escrituras
sacramentado está.
Já ultrapassado foi.
Mas,
para ti
que não deverias,
nunca,
ter existido
em minha vida,
ainda,
acrescento:
“quem com ferro fere,
com ferro será ferido.”
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 07/02/2008
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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
UMA LÁGRIMA
http://www.bloggers.it/Unachelasalunga/index.cfm?date=28%2F02%2F2006&blogaction=archive&file=blog_2_2006.xml
Uma lágrima
rolou
dos olhos
do pierrô.
Uma lágrima
de tristeza,
pela perda
de seu imenso amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 06/02/2008
Código do texto: T847831
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AO PÉ DO OUVIDO
Não dir-te-ei
agora
e em nenhuma hora
o que sinto,
manterei camuflado
neste peito
sufocado
de dor.
Não dir-te-ei.
E, se possível,
evaporarei
a minha presença,
o meu cheiro,
o meu amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 06/02/2008
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09:40
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
RESSACA

Título: Ressaca
http://www.flickr.com/photos/lelloalves/
A ressaca
do mar
é um espetáculo
ímpar,
inusitado.
É a força da natureza
a se manifestar,
a mostrar
a sua energia,
a informar
que quem tem força,
quem domina,
não é ninguém,
a não ser ela.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 05/02/2008
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08:42
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TRANQÜILIDADE
Na corrida
da vida,
deparei-me
contigo.
Calmo,
sereno,
tranqüilo.
Pronto
a abraçar-me,
a ter-me
a teu lado.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 05/02/2008
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08:37
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
MIL FACES
Mil faces
tem o pierrô.
Mil faces
tem a colombina.
Mil faces
tinha o amor
que pensei
que por mim sentias.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 04/02/2008
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08:24
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QUERO-TE
Quero-te,
não agora.
Quero-te
maduro,
inteiro.
Com tuas pendências
jogadas
ao vento.
Quero-te
íntegro,
sem máculas,
sem mistérios,
íntegro,
pleno.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 04/02/2008
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08:18
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domingo, 3 de fevereiro de 2008
CARNAVAL
http://nilsongalvao.blog.uol.com.br/
Palhaços.
Arlequim.
Pierrôs.
Colombinas.
Música.
Muita música.
Belezas.
Loucuras.
Ilusões.
Carnaval
terra propícia
às loucas sensações,
às loucas paixões.
Carnaval
folia de alguns dias..
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 03/02/2008
Código do texto: T844372
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09:54
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NEGO
Nego
tudo
o que
de mim falares,
o que
de mim pensares,
o que,
por ventura,
por ti sentir
ou o que
por mim sentires.
Nego-te
por três moedas
e um falso
beijo na face.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 03/02/2008
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09:47
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sábado, 2 de fevereiro de 2008
ENERGIA

Título: Sol e Lua
http://www.chicosena.blogger.com.br/2006_03_01_archive.html
Belo é o Sol.
Bela é a Lua.
Bela é a Energia
que em todos
os corpos
se irradia.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 02/02/2008
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07:43
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JOGO PERIGOSO
Imenso
é o que sinto.
Imenso
é o que vivo.
Imensa
é a dor
que podemos
nos causar,
se não pararmos
de brincar
com esse jogo
perigoso
que é o amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 02/02/2008
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
VIVER
![]()
Título: Velas
http://groups.msn.com/Reikifloresdebachetc/lasvelas.msnw
Viver
me consome
como a luz
da vela
que fica a derreter.
Viver
me trouxe cicatrizes.
Marcas
de acidentes,
de expressões.
No corpo,
na alma.
Viver
me é importante.
Quero estar pronto,
quando
o inevitável momento chegar
com seu belo manto
e sobre mim
ajeitá-lo
para o meu corpo agasalhar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2008
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LONGE DE TI
![]()
Título: Revoada
http://www.transpantaneira.com/index.htm
Ao ver
a revoada dos pássaros,
vi
ir junta
a minha vontade
de voar
para bem longe de ti.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2008
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
SUAVE
Suave
como a brisa.
Suave
como o sol
d’amanhã.
Suave
como o pôr-do-sol.
Suave
como a lua.
Suave
como as noites
no Sertão.
Suave
como um carinho.
Suave
como teu corpo.
Suave
como teu jeito
de amar.
Suave
como nossos beijos.
Suave...
Suave...
Nosso amor
manter-se-á.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 31/01/2008
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ALMAS GÊMEAS
Almas irmãs.
Siamesas.
Ligadas,
unidas
por um cordão
umbelical.
Próximas
ou distantes
vivem
a se procurar,
a tentar
se reencontrar.
Ligação profunda,
passada,
alinhavada
em outra vida,
em outro plano.
Almas gêmeas.
Unidas.
Irmãs.
Eterno amor.
Nunca os laços
se desatarão.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 31/01/2008
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08:46
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
PISCAR D'OLHOS
Num
piscar d’olhos
por ti
me encantei.
Em mais
um piscar d’olhos
te vi
te enxerguei
me desencantei.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2008
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13:09
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FLORES I

Título: Flores
http://caminhando.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_02.html
Flores molhadas
pela água
da chuva
possuem
um quê
de especial,
de jovial,
que encantam,
que enamoram
todos os pássaros
que vêm
admirá-las.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2008
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
TALVEZ
Talvez,
um dia
te reencontre
e o antigo amor,
que marcas indeléveis deixou,
reacender-se-á..
Talvez,
um dia
te reencontre
e o antigo amor,
como uma chama,
apagar-se-á.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2008
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08:31
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TE ENCONTREI
Nos fios
tecidos pelo tempo,
te encontrei,
ao acaso,
com os pensamentos
presos ao passado.
Te acordei.
Renasceste.
E ao olharmo-nos
nos amamos
acordados
a viver o presente.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2008
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
MENINO TRAVESSO
Nem as lentes escuras
dos teus óculos
escondem
o olhar
do menino travesso
que sempre serás.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/01/2008
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LÁGRIMA I
A lágrima
derramada
dos teus olhos
dasaguou
num lindo
lago azul.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/01/2008
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domingo, 27 de janeiro de 2008
PERSONA
Sinto-me
num palco,
como um ator
à procura
de sua personagem,
em pleno
processo de encontro,
de elaboração,
de afinação.
A procura
do tom exato
para sua execução.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2008
Código do texto: T834764
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FEITOS NO CORAÇÃO
Sonhos feitos.
Desfeitos.
Sonhos refeitos.
Raros.
Sonhos meus.
Perdidos.
Achados.
Deixados de lado.
Sonhos lindos.
Feitos no coração.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2008
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sábado, 26 de janeiro de 2008
AMAMO-NOS*
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0100b03.htm
Relembro-me
de nós.
Das nossas travessuras.
Das nossas aventuras.
Das nossas descobertas.
Dos garotos que fomos.
A teu lado,
eu fui feliz.
Brincadeiras.
Passeios.
Viagens.
E nós,
vivendo num mundo
que criamos.
Só nosso.
Nele,
você se fazia de chefe.
Eu te perturbava
e te levava
para todas as peraltices,
todas as traquinagens.
Eu te fazia feliz.
Fomos assim crescendo.
Sempre juntos.
Sempre unos.
Por questões geográficas,
estamos separados.
Mas,
sempre a brincar
nos reencontros,
nos e-mails,
nas mensagens instantâneas.
Nós nos fazemos felizes.
Acredito que os meninos
que juntos cresceram
continuam vivos.
Vivos de vida.
Vivos de sentimentos.
Vivos no amor.
Afinal,
AMAMO-NOS.
* Esta poesia é dedicada a meu irmão Ulimar Paes do Amaral
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008
Código do texto: T834168
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O NÃO RAIAR DO SOL...

Título: Dia Nublado
http://www.pnuma.org/publicaciones/atlas2005/images/pag000_DiaNublado.JPG.htm
O não raiar
do sol
deixa a vida
deserta
com um gosto
de nostalgia
e um quê
de solidão.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008
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MINHA INFÂNCIA
Mangas,
pitangas,
cocos,
abacates,
tangerinas,
cabeludinhas,
amoras,
e muito, muito mais.
Assim,
era o meu jardim.
Rodeado de flores.
Rodeado de pássaros.
Rodeado de sonhos.
Rodeado de fantasias.
Com um córrego
passando ao meio.
Uma moenda
com seu néctar a derramar.
Estas são algumas lembranças
que permanecem vivas
do tempo da minha infância,
em que tudo era perfeito
e que por mais voltas
que o mundo desse
ninguém a destruiria
e que por mais voltas
que o mundo dê
ninguém a destruirá.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
O AMOR NOS TEMPOS DA CÓLERA
O amor nos tempos
dos desacertos,
no tempo da frigidez.
O amor nos tempos
da opressão,
do desvario.
O amor nos tempos
do não querer,
do se deixar prá lá.
O amor nos tempos
do fim,
do não querer mais
junto estar.
O amor nos tempos
da cólera,
do desentendimento,
do desamor.
O amor nos tempos
do não existir mais.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2008
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09:10
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POR UM INSTANTE
Por um instante
senti-me abandonado,
depois que me disseste
que ias embora.
Dois instantes após,
senti-me só.
Mas,
feliz.
Livre.
Sem nenhum peso
a carregar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2008
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
AO ENXERGAR
Ao enxergar
a escuridão
de minha mente,
deparei-me
com o inesperado:
um céu cheio de estrelas,
de cores várias,
a iluminar
meu corpo
e meus pensamentos.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/01/2008
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OLHAR
A luz
de um olhar
enxerguei
um outro olhar
que me refletiu
o teu
inocente olhar
a fugir
do meu
malicioso olhar.
Edilmar Amaral
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
SOLAR

Título: Mulata - Serigrafia de Di Cavalcanti
http://www.ruiarts.com.br/obras/di_serigrafia_mulata.jpg
Menina.
Solar.
Solare.
Do sol.
Morena
matreira.
Perdida
na areia
do mar.
Com a cor
do cravo
e o cheiro
da canela,
me recorda
a Gabriela.
Menina
faceira,
olhe para os meus olhos,
encontre-os
e corra
pros meus braços
pra me amar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/01/2008
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AO AMAR...
Ao lamber a cria,
a leoa o acaricia
dando-lhe o afeto
e as sensações necessárias
para o seu amadurecimento.
Ao amar um homem,
uma mulher
o lambe como cria,
torna-se sua dona,
procura afastá-lo
dos perigos que o rodeia,
dando-lhe o afeto
e o amor necessários
para que ele seguro
vá à caça,
conquistar mundos,
poder,
mostrar sua virilidade
amadurecida
e voltar correndo
aos braços da sua leoa.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/01/2008
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
PEDRAS NO CAMINHO
Pedras no caminho
encontrei-as,
em todas pisei,
passei sobre elas
com a elegância
de um cisne,
delicadamente,
com todo um rito
a respeitar.
Obstáculos na vida
com eles deparei-me.
Tentei esquivar-me.
Mas, vivenciei-os
como um bailarino
a dançar o último ato
da sua apresentação,
respeitando a todos
os Deuses do Teatro,
seguindo a todo um rito,
a todo um mistério
que só a vida compõe.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/01/2008
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RODA MULATA
Roda menina.
Gira pião.
Roda mulata
faceira.
Dona
do meu coração.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/01/2008
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
NÃO ME MANDE FLORES

Título: Flores
http://www.komandokroketa.org/Pala-Ip/11_56_58_59_62_63_66flores.jpg
Não me mandes flores.
Se pensares,
jogue-as no lixo.
Ou guarde-as
para enganares
a outros
que caiam em tuas ciladas.
Não me mandes flores.
Inimigos são reservados.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/01/2008
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CHUVA
Chova chuva,
chova,
chova depressa,
chova forte,
pro Sertão Nordestino
não morrer
sem água,
de sede.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/01/2008
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12:44
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domingo, 20 de janeiro de 2008
QUEM ÉS?
Quem és
para me lançar,
novamente,
um olhar?
Atualmente,
és nada.
És o tudo
que um dia
para mim
muito significou.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/01/2008
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SEM VOCÊ
Meias palavras
é o que não vou
te dizer.
Vivo bem
sem tua presença,
sem teu cheiro,
sem teu hálito.
Vivo feliz.
Só.
Totalmente,
sem você.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/01/2008
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sábado, 19 de janeiro de 2008
ARCO-ÍRIS

Título: Arco-Íris
http://estaciondesbrujulario.blogia.com/upload/rainbow-light.jpg
Ao entardecer,
após uma tempestade,
na areia da praia,
a buscar
conchinhas
do mar,
encontrei
uma estrela-do-mar,
uma reluzente estrela,
diferente,
que me levou
através de um arco-íris
ao encontro de um amor
de quem havia me perdido no passado.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2008
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08:10
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A TEU LADO
Viver a teu lado
é viver com o passado,
não com o presente,
este é colocado
pra escanteio,
renegado,
sonegado.
Viver a teu lado
é não me viver.
É morrer.
Morrer...
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2008
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
LÁGRIMA
Sofrimento.
Ódio.
Desunião
Desamor.
Lágrima.
Alegria.
Felicidade.
Esperança.
Muito paz.
Muita amor.
Publicado no Recanto das Letras em 18/01/2008
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08:23
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VIDAS
Vidas amargas,
opostas,
vividas.
Vidas sofridas,
perdidas,
mal amadas.
Vidas não reveladas,
invadidas,
devassadas.
Vidas felizes,
realizadas,
amadas.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 18/01/2008
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
REVELAÇÃO

Título: Homem nu
http://www.angela.amorepaz.nom.br/Quadro_homem_nu_novo.jpg
Ao me revelar para você,
perdi a proteção
que me envolvia.
Fiquei nu.
Retirei minha fantasia.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2008
Código do texto: T820588
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VENTOS
Ventos fracos.
Ventos fortes.
Ventanias.
Retirem
de minha mente
o que tirar
não consigo.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2008
Código do texto: T820586
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
VISTA D'OLHOS
Que vista
d’olhos
te dei
morenice
de beira-mar.
Vista d’olhos
profunda,
de águia
a perseguir
a tua presa,
certeira,
fatídica,
nem escapatória
tiveste.
Caíste
na rede jogada.
Agora,
é sentir
se o momento
inflama
e explode.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2008
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08:20
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FUJAS
Corras.
Corras muito.
Corras léguas.
Fujas de mim.
Do meu cheiro.
Da minha presença.
Da minha vida.
Não me rodeies.
Não me contornes.
Saias.
Sumas do mundo
que aponta pra mim.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2008
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
TERRA
Chão.
Mãos.
Homem a ará-la,
a trabalhá-la,
a cultivá-la,
a fazê-la Mãe
ao nela frutos gerar.
Frutos bons,
maduros,
que alimentarão
os filhos desta Mãe.
Desta Terra.
Deste Chão.
Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2008
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NAS NUVENS
Vou me perder
em teus braços.
Em teu colo
me envolver
e esquecer
o mundo
que me rodeia
para nas nuvens
contigo viver.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2008
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
ESCREVER

Título: Escrivaninha
Fotografia sem indicação de autoria
Mil faces
compõem o meu escrever.
A cada traço da pena,
uma vida encontrada.
Este é o meu papel de poeta.
Ser várias personas
sem me incomodar
qual delas irá me absorver,
irá me utilizar.
O mundo é pequeno.
O que vive n’alma,
no subconsciente
é profundo,
existe.
Ultrapassa teorizações.
Ultrapassa dimensões.
Escrito está nos pergaminhos,
há milênios.
É só entender.
É vivo.
É eterno.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2008
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SONHOS
Sono.
Sonhos.
Vida etérea.
Vida viva.
Mágicas.
Feitiços.
Tudo
a se realizar.
Um balão
nos leva
pelos céus.
Um barco
nos transporta
pelos mares.
Sonhos.
Sonhados.
Nunca perdidos.
Sempre realizados.
Sonhos.
Sono.
Pena
ter acordado.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2008
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domingo, 13 de janeiro de 2008
ALÉM-MAR
Mar.
Águas profundas.
Grandes barcos.
Viagem.
Longa.
Pássaros.
Há dias não se vê.
Olhos aos céus.
À procura
de pelo menos um,
que nos possa orientar.
E sabermos
se estamos próximos
à terra firme
e com o coração
além-mar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2008
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SUTIS DIFERENÇAS
Sutis diferenças
não me assemelham a ti.
Talvez a voz.
O andar.
O olhar.
Ou o fato
de sempre errar,
como todas as gentes
na tentativa de o erro acertar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2008
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sábado, 12 de janeiro de 2008
LEÃO NO INVERNO

Título: Leão
http://www.bussolaescolar.com.br/animais/leao.jpg
Te amei
com forças tantas
que te gerei
no meu coração.
Numa torre,
longínqua,
abandonaste-me.
Deixaste-me só.
Conheci o sofrer.
Mesmo assim,
continuas nele a viver,
com toda a dor,
com todo o furor,
de um animal que a cria perde,
nele estás,
agasalhado,
do frio e da fome,
protegido sob o meu manto
o de um Leão no Inverno.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008
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AMOR DE VERÃO
Amor de verão,
amor gostoso,
brilhante,
bronzeado.
Amor descomplicado
a buscar a diversão,
os encontros,
os encantos do mar,
os encantos do sol
a iluminar corpos expostos,
na intenção deste amor encontrar.
Amor de verão,
passageiro,
marcante,
eterno.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
VIDA ENSOLARADA
a olhar o mar,
encontrei o viço,
o bronze,
o não lapidado,
à procura de um escultor.
Quiçá,
de um novo amor.
Publicado no Recanto das Letras em 11/01/2008
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ETERNO AMOR
Eterno.
Assim um dia
foi nosso amor.
Incerto.
Assim passou
por diversas fases
nosso amor.
Com atritos.
Assim viveu
por muito tempo
nosso amor.
Finito.
Custou,
mas , assim terminou
nosso eterno amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 11/01/2008
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
CAIS
Perdi-me
no cais
a procura de você.
Agora,
vivo nas noites do cais,
amando um ou outro,
tanto faz.
Porém,
decidido está,
não quero a você
mais encontrar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2008
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ASSIM
Simples
como o vento.
Claro
como a lua.
Assim,
sou eu
quando quero
me deixar
entrar na sua.
Edilmar Amaral
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
MULTICOLORIDA

Título: Bolas
http://www.bancoimagenes.com/cd683/cd683f005_a.jpg
Bolas.
Vermelhas.
Azuis.
Amarelas.
Coloridas.
Pra chutar.
Soltas no ar.
Lindas.
Brilhantes.
Verdes.
Grenás.
Bolas.
Muitas bolas.
Voltam-me
à minha infância.
Multicolorida.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2008
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TRISTEZA
Tristeza
em mim bateu
por não tê-la
a me rodear.
Tristeza
em mim bateu
quando você se foi
e esqueceu de voltar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2008
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008
TRÊS ESPINHOS
Três espinhos
me apontam
à tez.
Diáfanos.
Insistentes.
Persistentes.
Ruidosos.
Brilhosos.
Valorosos.
Espinhos de escribas.
Cravos na cruz.
Espinhos poéticos.
Poesias cibernéticas.
Soltas ao vento
como o ar a voar.
Três sinais.
Três encontros.
Três veios herméticos.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/01/2008
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
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UM BONECO
A tua espera
não mais estou.
Esvaíste-me
do meu corpo
deixando-me
como, realmente, sou,
um boneco,
um palhaço
em tiras,
à procura
de quem me remende
e volte
a me fazer sorrir
sob a lona
da Loucura.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/01/2008
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
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