quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

PREFIRO ...

Prefiro
viver
de realidade
as ilusões machucam.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 13/02/2008

Código do texto: 857515

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

DÚVIDA


















Título: Crianças
http://vermelhomelancia.blogspot.com/2007_05_01_archive.html

Menino?
Menina?
Grande dilema.
Preocupação,
pra quê?
Serão os dois.
Ou um dos dois.

Menino.
Menina.
Broto
gerado
e eclodido
na Lua Cheia,
na Lua da Magia,
na Lua dos Reis,
Fadas e Rainhas

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 11/02/2008

Código do texto: T854863

ACUSAÇÃO

Estás a me acusar
de que estou a te matar,
pouco a pouco,
com a sutileza
dos torturadores,
de que em curto
espaço
de tempo
irei conseguir.

Será ?

Se eu conseguir,
de acordo com as tuas previsões.
Que lástima.
A roda que gira o mundo
continuará a girar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 11/02/2008

Código do texto: T854861

domingo, 10 de fevereiro de 2008

FIM DA DOR ?

Hoje,
a dor
chegou ao fim.
Enfim,
embora foste.
A deixar para trás
rastros de destruição,
de dor.
Rastros
de um amor ferido,
que tenta,
desesperadamente,
esquecer-te
e findar
com esta dor.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 10/02/2008

Código do texto: T853395

AMOR BANDIDO

És
a quem ninguém conhece.
És
quem vive na penumbra.
És
de quem não existe informação,
não sabe-se o que fazes.
Mas,
a meu lado estás.
Faz-me
brotar delírios,
prazeres.
Dúvidas,
certezas.
És
o amor oculto,
bandido,
tatuado na pele,
na alma.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 10/02/2008

Código do texto: T853394

sábado, 9 de fevereiro de 2008

BELEZA















Título: Sol
http://mauromars.weblog.com.pt/arquivo/2004_09.html

Quero o sol
a bronzear
minha pele,
a dourar
meus cabelos.

Quero o mar
a refrescar
minh’alma,
a energizar
o meu corpo.

Quero a Beleza
que passa
diante dos meus olhos
pra me dar vida,
alegrar meu coração.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 09/02/2008

Código do texto: T852082

NEM UMA LÁGRIMA

Nem uma lágrima,
nem um sentimento
expressarei mais por ti.
Quanto a permaneceres a meu lado,
é por um tempo,
um dia irás e não mais voltarás.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 09/02/2008

Código do texto: T852079

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

RONDA

Rondo
toda a casa.
Não estás.
Rondo
todos os recantos
que existem
nas ruas.
Estás.
Em outros braços.
A sentir outros afagos.
Nem um olhar.
Finges que não me vê.
Cansei de escândalos,
de maltratos.

Volto
para casa.
Só.
Como um fantasma
na escuridão.
Ao chegar,
subo até o quarto,
jogo-me à cama.
Uma dor
imensa
apodera-se de mim.
Choro
todas as lágrimas
que tenho para chorar.
E adormeço
fatigado,
na esperança
de que ao amanhecer,
estejas a dormir ao meu lado
e de que voltes para mim.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 08/02/2008

Código do texto: T850685

FIM

O fim chegou.
Vejo-o há tempos.
Suportamos,
enquanto
deu para agüentar.
Agora,
há a dor
que nos corroerá
por uns tempos
ou por todos os tempos.
Mas,
creio que com o passar dos dias
ou dos anos
se apaziguará.
E, quem sabe?
Voltaremos a sorrir,
a viver
e até um novo amor encontrar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 08/02/2008
Código do texto: T850684

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

OBSERVAÇÃO















Título: Baleias
http://ciencia.hsw.uol.com.br/baleias2.htm

Ao observar
o mar
avistei
ao longe
duas baleias,
mãe e filho,
a seguirem
seu caminho
de volta
às águas
profundas.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 07/02/2008

Código do texto: T849262

OLHO POR OLHO

“ Olho
por olho.
Dente
por dente. “
Nas Escrituras
sacramentado está.
Já ultrapassado foi.
Mas,
para ti
que não deverias,
nunca,
ter existido
em minha vida,
ainda,
acrescento:
“quem com ferro fere,
com ferro será ferido.”

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 07/02/2008

Código do texto: T849259

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

UMA LÁGRIMA















Título: Pierrô
http://www.bloggers.it/Unachelasalunga/index.cfm?date=28%2F02%2F2006&blogaction=archive&file=blog_2_2006.xml

Uma lágrima
rolou
dos olhos
do pierrô.
Uma lágrima
de tristeza,
pela perda
de seu imenso amor.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 06/02/2008
Código do texto: T847831

AO PÉ DO OUVIDO

Não dir-te-ei
agora
e em nenhuma hora
o que sinto,
manterei camuflado
neste peito
sufocado
de dor.
Não dir-te-ei.
E, se possível,
evaporarei
a minha presença,
o meu cheiro,
o meu amor.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 06/02/2008

Código do texto: T847830

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

RESSACA





















Título: Ressaca
http://www.flickr.com/photos/lelloalves/

A ressaca
do mar
é um espetáculo
ímpar,
inusitado.
É a força da natureza
a se manifestar,
a mostrar
a sua energia,
a informar
que quem tem força,
quem domina,
não é ninguém,
a não ser ela.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 05/02/2008

Código do texto: T846583

TRANQÜILIDADE

Na corrida
da vida,
deparei-me
contigo.
Calmo,
sereno,
tranqüilo.
Pronto
a abraçar-me,
a ter-me
a teu lado.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 05/02/2008

Código do texto: T846582

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

MIL FACES

Mil faces
tem o pierrô.
Mil faces
tem a colombina.
Mil faces
tinha o amor
que pensei
que por mim sentias.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 04/02/2008

Código do texto: T845417

QUERO-TE

Quero-te,
não agora.
Quero-te
maduro,
inteiro.
Com tuas pendências
jogadas
ao vento.
Quero-te
íntegro,
sem máculas,
sem mistérios,
íntegro,
pleno.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 04/02/2008

Código do texto: T845416

domingo, 3 de fevereiro de 2008

CARNAVAL




















Título: Pierrô, Arlequim e Colombina
http://nilsongalvao.blog.uol.com.br/

Palhaços.
Arlequim.
Pierrôs.
Colombinas.
Música.
Muita música.
Belezas.
Loucuras.
Ilusões.
Carnaval
terra propícia
às loucas sensações,
às loucas paixões.
Carnaval
folia de alguns dias..

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 03/02/2008
Código do texto: T844372

NEGO

Nego
tudo
o que
de mim falares,
o que
de mim pensares,
o que,
por ventura,
por ti sentir
ou o que
por mim sentires.
Nego-te
por três moedas
e um falso
beijo na face.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 03/02/2008

Código do texto: T844371

sábado, 2 de fevereiro de 2008

ENERGIA

















Título: Sol e Lua
http://www.chicosena.blogger.com.br/2006_03_01_archive.html

Belo é o Sol.
Bela é a Lua.
Bela é a Energia
que em todos
os corpos
se irradia.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 02/02/2008

Código do texto: T843156

JOGO PERIGOSO

Imenso
é o que sinto.
Imenso
é o que vivo.
Imensa
é a dor
que podemos
nos causar,
se não pararmos
de brincar
com esse jogo
perigoso
que é o amor.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 02/02/2008

Código do texto: T843155

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

VIVER















Título: Velas
http://groups.msn.com/Reikifloresdebachetc/lasvelas.msnw

Viver
me consome
como a luz
da vela
que fica a derreter.

Viver
me trouxe cicatrizes.
Marcas
de acidentes,
de expressões.
No corpo,
na alma.

Viver
me é importante.
Quero estar pronto,
quando
o inevitável momento chegar
com seu belo manto
e sobre mim
ajeitá-lo
para o meu corpo agasalhar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2008

Código do texto: T841960

LONGE DE TI











Título: Revoada
http://www.transpantaneira.com/index.htm

Ao ver
a revoada dos pássaros,
vi
ir junta
a minha vontade
de voar
para bem longe de ti.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2008

Código do texto: T841954

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

SUAVE

Suave
como a brisa.
Suave
como o sol
d’amanhã.
Suave
como o pôr-do-sol.
Suave
como a lua.
Suave
como as noites
no Sertão.
Suave
como um carinho.
Suave
como teu corpo.
Suave
como teu jeito
de amar.
Suave
como nossos beijos.
Suave...
Suave...
Nosso amor
manter-se-á.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 31/01/2008

Código do texto: T840508

ALMAS GÊMEAS

Almas irmãs.
Siamesas.
Ligadas,
unidas
por um cordão
umbelical.
Próximas
ou distantes
vivem
a se procurar,
a tentar
se reencontrar.
Ligação profunda,
passada,
alinhavada
em outra vida,
em outro plano.
Almas gêmeas.
Unidas.
Irmãs.
Eterno amor.
Nunca os laços
se desatarão.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 31/01/2008

Código do texto: T840507

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

PISCAR D'OLHOS

Num
piscar d’olhos
por ti
me encantei.

Em mais
um piscar d’olhos
te vi
te enxerguei
me desencantei.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2008

Código do texto: T839329

FLORES I















Título: Flores
http://caminhando.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_02.html

Flores molhadas
pela água
da chuva
possuem
um quê
de especial,
de jovial,
que encantam,
que enamoram
todos os pássaros
que vêm
admirá-las.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2008

Código do texto: T839326

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

TALVEZ

Talvez,
um dia
te reencontre
e o antigo amor,
que marcas indeléveis deixou,
reacender-se-á..

Talvez,
um dia
te reencontre
e o antigo amor,
como uma chama,
apagar-se-á.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2008

Código do texto: T837422

TE ENCONTREI

Nos fios
tecidos pelo tempo,
te encontrei,
ao acaso,
com os pensamentos
presos ao passado.
Te acordei.
Renasceste.
E ao olharmo-nos
nos amamos
acordados
a viver o presente.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2008

Código do texto: T837421

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

MENINO TRAVESSO

Nem as lentes escuras
dos teus óculos
escondem
o olhar
do menino travesso
que sempre serás.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 28/01/2008

Código do texto: T836716

LÁGRIMA I

A lágrima
derramada
dos teus olhos
dasaguou
num lindo
lago azul.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 28/01/2008

Código do texto: T836713

domingo, 27 de janeiro de 2008

PERSONA

Sinto-me
num palco,
como um ator
à procura
de sua personagem,
em pleno
processo de encontro,
de elaboração,
de afinação.
A procura
do tom exato
para sua execução.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2008
Código do texto: T834764

FEITOS NO CORAÇÃO

Sonhos feitos.
Desfeitos.
Sonhos refeitos.
Raros.
Sonhos meus.
Perdidos.
Achados.
Deixados de lado.
Sonhos lindos.
Feitos no coração.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2008

Código do texto: T834763

sábado, 26 de janeiro de 2008

AMAMO-NOS*


















Título: Crianças brincando
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0100b03.htm

Relembro-me
de nós.
Das nossas travessuras.
Das nossas aventuras.
Das nossas descobertas.
Dos garotos que fomos.
A teu lado,
eu fui feliz.
Brincadeiras.
Passeios.
Viagens.
E nós,
vivendo num mundo
que criamos.
Só nosso.
Nele,
você se fazia de chefe.
Eu te perturbava
e te levava
para todas as peraltices,
todas as traquinagens.
Eu te fazia feliz.
Fomos assim crescendo.
Sempre juntos.
Sempre unos.
Por questões geográficas,
estamos separados.
Mas,
sempre a brincar
nos reencontros,
nos e-mails,
nas mensagens instantâneas.
Nós nos fazemos felizes.
Acredito que os meninos
que juntos cresceram
continuam vivos.
Vivos de vida.
Vivos de sentimentos.
Vivos no amor.
Afinal,
AMAMO-NOS.


* Esta poesia é dedicada a meu irmão Ulimar Paes do Amaral

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008
Código do texto: T834168

O NÃO RAIAR DO SOL...
















Título: Dia Nublado
http://www.pnuma.org/publicaciones/atlas2005/images/pag000_DiaNublado.JPG.htm

O não raiar
do sol
deixa a vida
deserta
com um gosto
de nostalgia
e um quê
de solidão.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008

Código do texto: T833470

MINHA INFÂNCIA

Mangas,
pitangas,
cocos,
abacates,
tangerinas,
cabeludinhas,
amoras,
e muito, muito mais.
Assim,
era o meu jardim.
Rodeado de flores.
Rodeado de pássaros.
Rodeado de sonhos.
Rodeado de fantasias.
Com um córrego
passando ao meio.
Uma moenda
com seu néctar a derramar.
Estas são algumas lembranças
que permanecem vivas
do tempo da minha infância,
em que tudo era perfeito
e que por mais voltas
que o mundo desse
ninguém a destruiria
e que por mais voltas
que o mundo dê
ninguém a destruirá.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008

Código do texto: T833471

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O AMOR NOS TEMPOS DA CÓLERA

O amor nos tempos
dos desacertos,
no tempo da frigidez.

O amor nos tempos
da opressão,
do desvario.

O amor nos tempos
do não querer,
do se deixar prá lá.

O amor nos tempos
do fim,
do não querer mais
junto estar.

O amor nos tempos
da cólera,
do desentendimento,
do desamor.

O amor nos tempos
do não existir mais.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2008

Código do texto: T832102

POR UM INSTANTE

Por um instante
senti-me abandonado,
depois que me disseste
que ias embora.
Dois instantes após,
senti-me só.
Mas,
feliz.
Livre.
Sem nenhum peso
a carregar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2008

Código do texto: T832100

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

AO ENXERGAR

Ao enxergar
a escuridão
de minha mente,
deparei-me
com o inesperado:
um céu cheio de estrelas,
de cores várias,
a iluminar
meu corpo
e meus pensamentos.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 24/01/2008

Código do texto: T830717

OLHAR

A luz
de um olhar
enxerguei
um outro olhar
que me refletiu
o teu
inocente olhar
a fugir
do meu
malicioso olhar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 24/01/2008

Código do texto: T830714

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

SOLAR















Título: Mulata - Serigrafia de Di Cavalcanti
http://www.ruiarts.com.br/obras/di_serigrafia_mulata.jpg

Menina.
Solar.
Solare.
Do sol.
Morena
matreira.
Perdida
na areia
do mar.
Com a cor
do cravo
e o cheiro
da canela,
me recorda
a Gabriela.
Menina
faceira,
olhe para os meus olhos,
encontre-os
e corra
pros meus braços
pra me amar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 23/01/2008

Código do texto: T829385

AO AMAR...

Ao lamber a cria,
a leoa o acaricia
dando-lhe o afeto
e as sensações necessárias
para o seu amadurecimento.

Ao amar um homem,
uma mulher
o lambe como cria,
torna-se sua dona,
procura afastá-lo
dos perigos que o rodeia,
dando-lhe o afeto
e o amor necessários
para que ele seguro
vá à caça,
conquistar mundos,
poder,
mostrar sua virilidade
amadurecida
e voltar correndo
aos braços da sua leoa.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 23/01/2008

Código do texto: T829383

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

PEDRAS NO CAMINHO

Pedras no caminho
encontrei-as,
em todas pisei,
passei sobre elas
com a elegância
de um cisne,
delicadamente,
com todo um rito
a respeitar.

Obstáculos na vida
com eles deparei-me.
Tentei esquivar-me.
Mas, vivenciei-os
como um bailarino
a dançar o último ato
da sua apresentação,
respeitando a todos
os Deuses do Teatro,
seguindo a todo um rito,
a todo um mistério
que só a vida compõe.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 22/01/2008

Código do texto: T827815

RODA MULATA

Roda menina.
Gira pião.
Roda mulata
faceira.
Dona
do meu coração.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 22/01/2008

Código do texto: T827810

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

NÃO ME MANDE FLORES















Título: Flores
http://www.komandokroketa.org/Pala-Ip/11_56_58_59_62_63_66flores.jpg

Não me mandes flores.
Se pensares,
jogue-as no lixo.
Ou guarde-as
para enganares
a outros
que caiam em tuas ciladas.
Não me mandes flores.
Inimigos são reservados.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 21/01/2008

Código do texto: T826569

CHUVA

Chova chuva,
chova,
chova depressa,
chova forte,
pro Sertão Nordestino
não morrer
sem água,
de sede.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 21/01/2008

Código do texto: T826564

domingo, 20 de janeiro de 2008

QUEM ÉS?

Quem és
para me lançar,
novamente,
um olhar?
Atualmente,
és nada.
És o tudo
que um dia
para mim
muito significou.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 20/01/2008

Código do texto: T824981

SEM VOCÊ

Meias palavras
é o que não vou
te dizer.
Vivo bem
sem tua presença,
sem teu cheiro,
sem teu hálito.
Vivo feliz.
Só.
Totalmente,
sem você.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 20/01/2008

Código do texto: T824980

sábado, 19 de janeiro de 2008

ARCO-ÍRIS













Título: Arco-Íris
http://estaciondesbrujulario.blogia.com/upload/rainbow-light.jpg

Ao entardecer,
após uma tempestade,
na areia da praia,
a buscar
conchinhas
do mar,
encontrei
uma estrela-do-mar,
uma reluzente estrela,
diferente,
que me levou
através de um arco-íris
ao encontro de um amor
de quem havia me perdido no passado.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2008

Código do texto: T823574

A TEU LADO

Viver a teu lado
é viver com o passado,
não com o presente,
este é colocado
pra escanteio,
renegado,
sonegado.
Viver a teu lado
é não me viver.
É morrer.
Morrer...

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2008

Código do texto: T823573

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

LÁGRIMA



















Título: Lágrima
Lágrima.
Sofrimento.
Ódio.
Desunião
Desamor.

Lágrima.
Alegria.
Felicidade.
Esperança.
Muito paz.
Muita amor.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 18/01/2008
Código do texto: T822099

VIDAS

Vidas amargas,
opostas,
vividas.

Vidas sofridas,
perdidas,
mal amadas.

Vidas não reveladas,
invadidas,
devassadas.

Vidas felizes,
realizadas,
amadas.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 18/01/2008

Código do texto: T822098

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

REVELAÇÃO




















Título: Homem nu
http://www.angela.amorepaz.nom.br/Quadro_homem_nu_novo.jpg

Ao me revelar para você,
perdi a proteção
que me envolvia.
Fiquei nu.
Retirei minha fantasia.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2008
Código do texto: T820588

VENTOS

Ventos fracos.
Ventos fortes.
Ventanias.
Retirem
de minha mente
o que tirar
não consigo.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2008

Código do texto: T820586

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

VISTA D'OLHOS

Que vista
d’olhos
te dei
morenice
de beira-mar.
Vista d’olhos
profunda,
de águia
a perseguir
a tua presa,
certeira,
fatídica,
nem escapatória
tiveste.
Caíste
na rede jogada.
Agora,
é sentir
se o momento
inflama
e explode.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2008

Código do texto: T819218

FUJAS

Corras.
Corras muito.
Corras léguas.
Fujas de mim.
Do meu cheiro.
Da minha presença.
Da minha vida.
Não me rodeies.
Não me contornes.
Saias.
Sumas do mundo
que aponta pra mim.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2008

Código do texto: T819215

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

TERRA




















Título: Terra
Terra.
Chão.
Mãos.
Homem a ará-la,
a trabalhá-la,
a cultivá-la,
a fazê-la Mãe
ao nela frutos gerar.
Frutos bons,
maduros,
que alimentarão
os filhos desta Mãe.
Desta Terra.
Deste Chão.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2008
Código do texto: T818398

NAS NUVENS

Vou me perder
em teus braços.
Em teu colo
me envolver
e esquecer
o mundo
que me rodeia
para nas nuvens
contigo viver.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2008

Código do texto: T818394

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

ESCREVER












Título: Escrivaninha
Fotografia sem indicação de autoria

Mil faces
compõem o meu escrever.
A cada traço da pena,
uma vida encontrada.
Este é o meu papel de poeta.
Ser várias personas
sem me incomodar
qual delas irá me absorver,
irá me utilizar.
O mundo é pequeno.
O que vive n’alma,
no subconsciente
é profundo,
existe.
Ultrapassa teorizações.
Ultrapassa dimensões.
Escrito está nos pergaminhos,
há milênios.
É só entender.
É vivo.
É eterno.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2008

Código do texto: T816338

SONHOS

Sono.
Sonhos.
Vida etérea.
Vida viva.
Mágicas.
Feitiços.
Tudo
a se realizar.
Um balão
nos leva
pelos céus.
Um barco
nos transporta
pelos mares.
Sonhos.
Sonhados.
Nunca perdidos.
Sempre realizados.
Sonhos.
Sono.
Pena
ter acordado.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2008

Código do texto: T816334

domingo, 13 de janeiro de 2008

ALÉM-MAR

Mar.
Águas profundas.
Grandes barcos.
Viagem.
Longa.
Pássaros.
Há dias não se vê.
Olhos aos céus.
À procura
de pelo menos um,
que nos possa orientar.
E sabermos
se estamos próximos
à terra firme
e com o coração
além-mar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2008

Código do texto: T814954

SUTIS DIFERENÇAS

Sutis diferenças
não me assemelham a ti.
Talvez a voz.
O andar.
O olhar.
Ou o fato
de sempre errar,
como todas as gentes
na tentativa de o erro acertar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2008

Código do texto: T814953

sábado, 12 de janeiro de 2008

LEÃO NO INVERNO













Título: Leão
http://www.bussolaescolar.com.br/animais/leao.jpg

Te amei
com forças tantas
que te gerei
no meu coração.

Numa torre,
longínqua,
abandonaste-me.
Deixaste-me só.
Conheci o sofrer.

Mesmo assim,
continuas nele a viver,
com toda a dor,
com todo o furor,
de um animal que a cria perde,
nele estás,
agasalhado,
do frio e da fome,
protegido sob o meu manto
o de um Leão no Inverno.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008

Código do texto: T813715

AMOR DE VERÃO

Amor de verão,
amor gostoso,
brilhante,
bronzeado.
Amor descomplicado
a buscar a diversão,
os encontros,
os encantos do mar,
os encantos do sol
a iluminar corpos expostos,
na intenção deste amor encontrar.
Amor de verão,
passageiro,
marcante,
eterno.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008

Código do texto: T813713

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

VIDA ENSOLARADA















Título: Sol
Nesta vida ensolarada,
a olhar o mar,
encontrei o viço,
o bronze,
o não lapidado,
à procura de um escultor.
Quiçá,
de um novo amor.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 11/01/2008
Código do texto: T812389

ETERNO AMOR

Eterno.
Assim um dia
foi nosso amor.

Incerto.
Assim passou
por diversas fases
nosso amor.

Com atritos.
Assim viveu
por muito tempo
nosso amor.

Finito.
Custou,
mas , assim terminou
nosso eterno amor.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 11/01/2008

Código do texto: T812388

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

CAIS

Perdi-me
no cais
a procura de você.

Agora,
vivo nas noites do cais,
amando um ou outro,
tanto faz.

Porém,
decidido está,
não quero a você
mais encontrar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2008

Código do texto: T811052

ASSIM

Simples
como o vento.
Claro
como a lua.
Assim,
sou eu
quando quero
me deixar
entrar na sua.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2008

Código do texto: T811046

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

MULTICOLORIDA















Título: Bolas
http://www.bancoimagenes.com/cd683/cd683f005_a.jpg

Bolas.
Vermelhas.
Azuis.
Amarelas.
Coloridas.
Pra chutar.
Soltas no ar.
Lindas.
Brilhantes.
Verdes.
Grenás.
Bolas.
Muitas bolas.
Voltam-me
à minha infância.
Multicolorida.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2008

Código do texto: T809625

TRISTEZA

Tristeza
em mim bateu
por não tê-la
a me rodear.

Tristeza
em mim bateu
quando você se foi
e esqueceu de voltar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2008

Código do texto: T809623

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

TRÊS ESPINHOS

Três espinhos
me apontam
à tez.
Diáfanos.
Insistentes.
Persistentes.
Ruidosos.
Brilhosos.
Valorosos.
Espinhos de escribas.
Cravos na cruz.
Espinhos poéticos.
Poesias cibernéticas.
Soltas ao vento
como o ar a voar.
Três sinais.
Três encontros.
Três veios herméticos.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 08/01/2008

Código do texto: T808029

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

UM BONECO

A tua espera
não mais estou.
Esvaíste-me
do meu corpo
deixando-me
como, realmente, sou,
um boneco,
um palhaço
em tiras,
à procura
de quem me remende
e volte
a me fazer sorrir
sob a lona
da Loucura.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 08/01/2008

Código do texto: T808026

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

CRIANÇAS













Título: Crianças
http://www.uniredh.com.br/blog/file-757283.jpg

Pipas
soltas no ar.
Bolas
no chão a rolar.
Bonecas
pela calçada
a passear.
Barulho.
Muito barulho.
Férias!
Amarelinha.
Pique-esconde.
Queimado.
Mães atentas.
Cachorro-quente.
Pipoca.
Doces.
Um ritual
que se segue
até o sol se pôr.
Silêncio!
Crianças a dormir.
A sonhar
com um novo sol raiar
para tudo,
novamente,
recomeçar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 07/01/2008

Código do texto: T806546

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UM MINUTO

Me pediram
um minuto
de silêncio
para me falarem
a teu favor.

Neguei.

Por ti,
nem mais
um silêncio
ou um falar
de orador.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 07/01/2008

Código do texto: T806545

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domingo, 6 de janeiro de 2008

NUVENS















Título: Nuvens
http://www.inap.com.br/sitercaio/fotos/nuvens.jpg

Nuvens
que diversas
formas têm.
Todos os dias
se recrie
em novas formas,
como se estivesse a pintar
o céu
pra um
precioso bem.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 06/01/2008

Código do texto: T805263

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PENSAMENTO




















Título: Anjo
http://i31.photobucket.com/albums/c359/luluzinhatrue/anjo.jpg

Pensamentos soltos
que vêm
E que vão.
Pensamentos livres
que rédeas não possuem.
Pensamentos encantados
que brotam
em meu peito.
Enfeitice
este Anjo
que se esconde
dentro de mim.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 06/01/2008

Código do texto: T805260

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sábado, 5 de janeiro de 2008

AMOR

Estou a buscar
algo indefinido,
que não sei o que é.
É misterioso.
Profundo.
Místico.
Ultrapassa
a compreensão.
É costumeiro.
Audaz.
Aventureiro.
Fere.
Deixa dor.
Nos faz dizer
o que não se diz.
Nos deixa aflitos,
sem rumo,
de quatro.
É o amor,
a acertar
outro alvo.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 05/01/2008

Código do texto: T803591

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EXAUSTÃO

Cansei
de te carregar,
me pesas
as costas.
O fardo
é grande.
Pensei
que ia agüentar.
Mas, não.
É hora
de me libertar.
Quero ser feliz,
sei que é possível.
Nem que tenha de ir para outro lugar,
me mudar.
E, me reinventar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 05/01/2008

Código do texto: T803588

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

CHUVA QUE CAI













Título: Chuva
http://www.christiananswers.net/q-eden/rain.jpg

Chuva que cai forte
como um véu de noiva
que se deslocou das matas
lave-me
retire-me todos os ungüentos
limpe-me por fora
e por dentro
e torne-me de novo
feliz.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 04/01/2008

Código do texto: T802393

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PROMÍSCUO

Digo que te amo,
que te venero,
que só a ti quero.
Engano-te.
Amo
a outras e outros
em um eterno frenesi.
Só de ti fujo.
Só a ti não quero.
Desvio de comportamento,
de conduta?
Não.
Promíscuo
é o que sou, isto sim.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 04/01/2008

Código do texto: T802392

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

CHAMADO

Vento
que sempre me chama,
que sempre me atrai.
Encontre
meus sentimentos
que por ora
vagam
à esfera da solidão.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 03/01/2008

Código do texto: T800971

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NOVO ENCONTRO

O que te direi?
Que nomes
tem darei?
Não sei.
Só sei,
que depois de anos,
de sumiço
te encontrei.
O que por ti sinto?
Não sei.
Talvez,
amizade?
Amor?
Ou um grande desprezo.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 03/01/2008

Código do texto: T800967

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

RESGATE DO TEMPO













Título: Ampulheta
Quero buscar
o tempo perdido,
o que não volta,
o que já passou.
Como não me é possível,
resgatá-lo-ei
através do olhar,
a observar os resquícios
do passado ao meu redor
e dentro de mim.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 02/01/2008
Código do texto: T799732

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SONHO

No sonho
que tive
e que estava
presente
encontrei-a
com um vestido
preto,
saliente,
provocante,
que me levou
às nuvens
só de vê-la.
Acordei,
ainda tonto,
extasiado
e me deparo contigo
como havia sonhado.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 02/01/2008

Código do texto: T799729

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terça-feira, 1 de janeiro de 2008

TEMPO

RecadosAnimados.com

Título: Fogos

É disso
que o tempo
é feito,
de coloridas
explosões
de fogos
de artifício.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2008

Código do texto: T798942

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SOMBRAS

Sombras.
Muitas sombras.
Lugar ermo.
Muito ermo.
Numa viela
da vida.
Te perdi
de mim.
Nunca mais
te encontrei.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2008

Código do texto: T798939

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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

PINGOS















Título: Chuva
http://minhavidaminhaalma.blogs.sapo.pt/arquivo/chuva-thumb.bmp

Pingos fracos
de chuva a caírem,
a molharem
meus cabelos,
meu rosto,
meu corpo.

Pingos fortes
de chuva a se derramarem
sobre mim,
sobre o pensamento
que vivia
naquele momento
em mim:
você

Pingos fortes
de chuva
lavaram meus pensamentos
e levaram você.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 31/12/2007
Código do texto: T797819

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FUROR

Quando te perdi
no furor
de minha agonia.
Sofri.
Como sofri.
Agora,
quando tu me queres
de volta
perto de ti,
digo-te:
o meu furor
se aquietou,
minha agonia
fumaça virou,
o meu amor secou,
te esqueci.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 31/12/2007

Código do texto: T797818

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domingo, 30 de dezembro de 2007

A SETE CHAVES














Titulo: Baú
http://www.petercafesport.com/loja/images/03-02-2006_17.05.46-x4323b.jpg

Através do olfato
encontrei
teu cheiro
perdido
entre os meus pertences,
num baú
com lembranças,
que julgava,
esquecidas
do meu passado,
fechado a sete chaves.
Não titubeei.
Queimei as lembranças.
Mas teu cheiro
impregnou
minh’alma.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 30/12/2007

Código do texto: T796835

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LINHAS CURVAS

Pelas
linhas sinuosas
do tempo,
reencontrei você.
Tive medo.
Me assustei.
Fugi.
Sentei-me
a mesa
de um bar.
Numa
só dose de vodca,
o passado findou.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 30/12/2007

Código do texto: T796834

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sábado, 29 de dezembro de 2007

PASSAGEM DO TEMPO











Título: Telefone
http://www.bbsoptions.com.br/icones/telefone5.gif

O telefone toca.
É você,
novamente,
a me incomodar.
Terminou.
O tempo passou.
E não quer voltar atrás.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 29/12/2007

Código do texto: T795791

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BOM CONSELHO

Busque-o.
Traga-o
de volta.
Faça
para ele
o que você nunca fez:
ame-o.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 29/12/2007

Código do texto: T795788

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

VISÃO

A luz
dos teus olhos
nunca
havia me amado
como ontem
me amei
sobre
o teu corpo
e
sobre
a luz da lua.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 28/12/2007

Código do texto: T794480

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FINITA

Vejo
o sol cair.
O dia se pôr.
Vejo a alma
finda.
E penso
se está inacabada,
faltando um milímetro,
qualquer,
para se completar.
Não.
Está finita.
Está pronta.
É hora de ir.
Alçar novos anseios.
E a outros mundos conhecer.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 28/12/2007

Código do texto: T794479

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

ESPETÁCULO DA NATUREZA














Título: Beija-flor
Ao andar
pelo jardim
vi
um beija-flor
a beijar
uma bela flor.
Eu não sabia
se parava
ou corria.
Com receio
de estragar
um espetáculo
da natureza.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 27/12/2007
Código do texto: T793308

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SALTO

Solto.
Livre no ar.
Feito
balão a gás
a voar.

Pensamento
voe.
voe,
voe longe.
Vá ao encontro
do amor
que de mim
se perdeu
num desencontro da vida.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 27/12/2007

Código do texto: T793307

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

HOJE











Título: Sol
http://www.lacoctelera.com/myfiles/miquelturo/el_sol_que_ciega_1024x768.jpg

Hoje
renasço
das cinzas,
como a Fênix
ressurgida
da Grécia antiga.

Hoje
o sol
me traz
um brilho a mais,
reluzente,
faiscante,
buscado na chama
do seu esplendor
como uma forma
de me presentear.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 26/12/2007
Código do texto: T792143

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AO ME DESNUDAR

















Título: Espelho
http://www.masottipoa.com.br/antigo/imagens/complementos/1751-1pop.jpg

Ao me desnudar
em frente
ao espelho,
deparei-me
com o tempo
a corroer
minha imagem,
deixando-a
mais envelhecida,
maculada.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 26/12/2007
Código do texto: T792142

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

PELA METADE

Há a vida,
Há o existir.
Há o amor.
Não há você.
Estou pela metade.
Incompleto.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 25/12/2007

Código do texto: T791193

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CONQUISTA

Deixar de te amar
foi uma conquista
árdua,
doida,
sofrida,
mas foi.

Que bom acordar
e não te ver
povoando
o meu espaço,
o meu corpo
e o meu lembrar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 25/12/2007

Código do texto: T791192

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