domingo, 24 de fevereiro de 2008

SONHOS I

Sonho.
Sonhos devassos.
Sonhos de amplitude.
De amplidão.
Sonhos.
Sonhos repentinos.
Diuturnos.
Sonhos do nada.
Do tudo.

Sonho
com sonhos
impossíveis
de aqui se realizarem
nesta esfera,
não em outra,
em que o mundo
possua uma outra dimensão.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 24/02/2008
Código do texto: T873769

OLHOS CRISTALINOS

Olhos
cristalinos,
sem mácula,
inocentes.
Olhos
cristalinos
por mãos sujas,
maculadas,
perderam
a luz
da chama
e da inocência.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 24/02/2008
Código do texto: T873767

PERNAS

Pernas bonitas,
torneadas.
Pernas perfeitas.
Pernas da mulher,
da mestiça,
da mulata brasileira.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 24/02/2008
Código do texto: T873765

sábado, 23 de fevereiro de 2008

DESPEDIDA

Estou a fenecer
a cada instante,
a cada hora,
a cada dia.
E tu,
quem vive ao meu lado,
não percebes,
não prestas atenção
às mínimas pistas
que te as dou.
Preferes ficar na superfície
e não ires a fundo
no que imaginas que vês.
O fim é próximo,
caminha a passos largos
e como todo poeta
cumprirei este destino.
Nesta hora suprema,
dar-te-ei um beijo,
um beijo de despedida,
um beijo sobre uma lápide,
um beijo gelado
e todo o meu legado.

Estou a fenecer
a cada instante,
a cada hora,
a cada dia.
E tu,
quem vive ao meu lado,
não percebes,
não prestas atenção
às mínimas pistas
que te as dou.
Preferes ficar na superfície
e não ires a fundo
no que imaginas que vês.
O fim é próximo,
caminha a passos largos
e como todo poeta
cumprirei este destino.
Nesta hora suprema,
dar-te-ei um beijo,
um beijo de despedida,
um beijo sobre uma lápide,
um beijo gelado
e todo o meu legado.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 23/02/2008

Código do texto: T871827

ÚNICA FANTASIA

A única fantasia
que não me realizaste
foi a de ter ver nu
a andar pela tua terra natal.

Repressão?
Medo?
Ou falta de coragem?

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 23/02/2008

Código do texto: T871823

MESMICE

A mesmice
das coisas
me incomoda,
me tira do sério.
A mesmice
da vida,
do viver.
A mesmice
do olhar.
A mesmice
do meu ritmo
que não procuro modificar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 23/02/2008

Código do texto: T871821

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

XANGÔ




















Título: Xangô
http://www.marciomelo.com/2004/Xango.jpg

Xangô guerreiro,
meu protetor,
me ajude
nesta batalha.
Iluminai
minha mente,
meu coração,
para que eu
saia vencedor.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 20/02/2008
Código do texto: T867713

O TEMPO DESACELEROU

No
tempo
corrido
que corre,
passei por ti
e te cumprimentei.
O tempo desacelerou.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 20/02/2008

Código do texto: T867708

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

MOÇOILA















Título: Rosa Negra

http://www.vampirakitana.blogger.com.br/rosa%20negra.jpg

Moça bonita.
Moça negra.
Moçoila.
Deixas-me em êxtase
quando passas,
pela calçada
de minha rua.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 19/02/2008

Código do texto: T865758

CABELOS CASTANHOS

Os teus longos cabelos
castanhos,
quando deitavam
sobre o meu colo,
só me traziam felicidade.
Agora,
é passado.
É só lembrança.
Pura e Bela.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 19/02/2008

Código do texto: T865756

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

O VENTO

O vento
me é
um elemento
de fé.
Toda vez
que dele preciso
ele vem chegando
de mansinho,
como agora,
e me acaricia
o corpo
e os sentidos
e me deixa
mais leve
a alma.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 18/02/2008

Código do texto: T864406

SONHEI ...

Sonhei
que o perdão
me fora concedido
e que de agora
em diante
pudesse
te amar
e andar contigo
lado a lado,
como outrora.
Engano.
Foi só um sonho ...

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 18/02/2008
Código do texto: T864402

domingo, 17 de fevereiro de 2008

TULIPAS















Título: Tulipas
http://www.ibpinet.com.br/ibpicard/images/fundo/Tulipas.jpg

Tulipas
amarelas,
fortes,
singelas.
Belas.
Vejo-as
num jardim
feito só para elas.
Tulipas
amarelas.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 17/02/2008

Código do texto: T863049

MALVADA

Malvada
é o que tu és.
Sem tirar,
nem pôr.
És o que de pior
alguém na terra
já gerou.
Malvada
tudo na vida
tem retorno,
estou a ele esperar.
Quero ver-te quedar
aos pés de Oxalá.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 17/02/2008

Código do texto: T863047

sábado, 16 de fevereiro de 2008

SOL



















Título: Sol Mixteco
http://www.redgfu.net/jmn/images/sol_mixteco.jpg

A forte luz
que me clareia os olhos,
só pode ser gerada
pelo Sol,
astro que tem a função
de nos colocar pra cima,
nos energizar,
em nossa longa escalada
rumo ao infinito,
aos céus.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 16/02/2008

Código do texto: T861685

PIEGAS

Piegas
é do que te chamo.
Sentimental.
Não consegues viver
sem esta muleta
a atrapalhar
o nosso relacionamento
capenga, instável,
a um passo de terminar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 16/02/2008

Código do texto: T861682

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

SETE SINOS DA FELICIDADE















Título: Sete sinos da felicidade
http://www.jfservice.com.br/vidasaudavel/arquivo/bonsfluidos/2007/11/28-sino/

Ouça
o vibrar
dos sete sinos
da felicidade.
O Vento
convida-o
a nele
embarcar.
A abrir
tua casa,
a deixá-lo entrar,
para energizá-la
e enxê-la
dos fluídos
que ele o ofertará.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2008

Código do texto: T860371

MIGALHAS

Tuas migalhas
jogue-as aos pássaros.
Ou melhor,
não as dê.
Nem para eles
algum proveito terão.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 15/02/2008

Código do texto: T860369

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

INSPIRAÇÃO














Título: Musas Gregas
http://www.ocisco.net/teatro/imagens/paulavaleria/musasgregas.jpg

A pena da caneta
várias vezes
engasga-se
com as palavras
não as deixando fluir.
O poeta
atônito fica
a pensar
que sua Inspiração
fugiu
para a morada das Musas,
deixando-o vazio,
sem versos a parir,
sem versos a brotar.
Mas,
se poeta, realmente for,
ela não o abandona,
só descansa,
revitaliza-o
para voltar
pleno de idéias
com vontade
de novos versos fazer,
de novos versos
com a tinta da pena pintar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2008

Código do texto: T858895

PERSONAGEM













Título: Luzes no Palco
http://blogluso-carioca.blogspot.com/2007/03/27-de-maro-dia-mundial-do-teatro.html

No palco,
o ator
cria a personagem
e vive-a
mas ele não a é.

No palco
da vida,
visto a minha personagem
que se escrevendo vai
no decorrer da vida
e eu a sou.

No palco,
o ator representa
e ao final
do espetáculo
recebe
merecidos aplausos.

No palco
da vida,
o espetáculo
não tem fim,
vou representando-o
até que a cortina se feche
sem aplauso.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 14/02/2008

Código do texto: T858896