Imenso
é o que sinto.
Imenso
é o que vivo.
Imensa
é a dor
que podemos
nos causar,
se não pararmos
de brincar
com esse jogo
perigoso
que é o amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 02/02/2008
sábado, 2 de fevereiro de 2008
JOGO PERIGOSO
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
VIVER
![]()
Título: Velas
http://groups.msn.com/Reikifloresdebachetc/lasvelas.msnw
Viver
me consome
como a luz
da vela
que fica a derreter.
Viver
me trouxe cicatrizes.
Marcas
de acidentes,
de expressões.
No corpo,
na alma.
Viver
me é importante.
Quero estar pronto,
quando
o inevitável momento chegar
com seu belo manto
e sobre mim
ajeitá-lo
para o meu corpo agasalhar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2008
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LONGE DE TI
![]()
Título: Revoada
http://www.transpantaneira.com/index.htm
Ao ver
a revoada dos pássaros,
vi
ir junta
a minha vontade
de voar
para bem longe de ti.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2008
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
SUAVE
Suave
como a brisa.
Suave
como o sol
d’amanhã.
Suave
como o pôr-do-sol.
Suave
como a lua.
Suave
como as noites
no Sertão.
Suave
como um carinho.
Suave
como teu corpo.
Suave
como teu jeito
de amar.
Suave
como nossos beijos.
Suave...
Suave...
Nosso amor
manter-se-á.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 31/01/2008
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08:51
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ALMAS GÊMEAS
Almas irmãs.
Siamesas.
Ligadas,
unidas
por um cordão
umbelical.
Próximas
ou distantes
vivem
a se procurar,
a tentar
se reencontrar.
Ligação profunda,
passada,
alinhavada
em outra vida,
em outro plano.
Almas gêmeas.
Unidas.
Irmãs.
Eterno amor.
Nunca os laços
se desatarão.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 31/01/2008
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
PISCAR D'OLHOS
Num
piscar d’olhos
por ti
me encantei.
Em mais
um piscar d’olhos
te vi
te enxerguei
me desencantei.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2008
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FLORES I

Título: Flores
http://caminhando.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_02.html
Flores molhadas
pela água
da chuva
possuem
um quê
de especial,
de jovial,
que encantam,
que enamoram
todos os pássaros
que vêm
admirá-las.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2008
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
TALVEZ
Talvez,
um dia
te reencontre
e o antigo amor,
que marcas indeléveis deixou,
reacender-se-á..
Talvez,
um dia
te reencontre
e o antigo amor,
como uma chama,
apagar-se-á.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2008
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08:31
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TE ENCONTREI
Nos fios
tecidos pelo tempo,
te encontrei,
ao acaso,
com os pensamentos
presos ao passado.
Te acordei.
Renasceste.
E ao olharmo-nos
nos amamos
acordados
a viver o presente.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2008
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08:22
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
MENINO TRAVESSO
Nem as lentes escuras
dos teus óculos
escondem
o olhar
do menino travesso
que sempre serás.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/01/2008
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LÁGRIMA I
A lágrima
derramada
dos teus olhos
dasaguou
num lindo
lago azul.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/01/2008
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domingo, 27 de janeiro de 2008
PERSONA
Sinto-me
num palco,
como um ator
à procura
de sua personagem,
em pleno
processo de encontro,
de elaboração,
de afinação.
A procura
do tom exato
para sua execução.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2008
Código do texto: T834764
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FEITOS NO CORAÇÃO
Sonhos feitos.
Desfeitos.
Sonhos refeitos.
Raros.
Sonhos meus.
Perdidos.
Achados.
Deixados de lado.
Sonhos lindos.
Feitos no coração.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2008
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sábado, 26 de janeiro de 2008
AMAMO-NOS*
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0100b03.htm
Relembro-me
de nós.
Das nossas travessuras.
Das nossas aventuras.
Das nossas descobertas.
Dos garotos que fomos.
A teu lado,
eu fui feliz.
Brincadeiras.
Passeios.
Viagens.
E nós,
vivendo num mundo
que criamos.
Só nosso.
Nele,
você se fazia de chefe.
Eu te perturbava
e te levava
para todas as peraltices,
todas as traquinagens.
Eu te fazia feliz.
Fomos assim crescendo.
Sempre juntos.
Sempre unos.
Por questões geográficas,
estamos separados.
Mas,
sempre a brincar
nos reencontros,
nos e-mails,
nas mensagens instantâneas.
Nós nos fazemos felizes.
Acredito que os meninos
que juntos cresceram
continuam vivos.
Vivos de vida.
Vivos de sentimentos.
Vivos no amor.
Afinal,
AMAMO-NOS.
* Esta poesia é dedicada a meu irmão Ulimar Paes do Amaral
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008
Código do texto: T834168
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O NÃO RAIAR DO SOL...

Título: Dia Nublado
http://www.pnuma.org/publicaciones/atlas2005/images/pag000_DiaNublado.JPG.htm
O não raiar
do sol
deixa a vida
deserta
com um gosto
de nostalgia
e um quê
de solidão.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008
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MINHA INFÂNCIA
Mangas,
pitangas,
cocos,
abacates,
tangerinas,
cabeludinhas,
amoras,
e muito, muito mais.
Assim,
era o meu jardim.
Rodeado de flores.
Rodeado de pássaros.
Rodeado de sonhos.
Rodeado de fantasias.
Com um córrego
passando ao meio.
Uma moenda
com seu néctar a derramar.
Estas são algumas lembranças
que permanecem vivas
do tempo da minha infância,
em que tudo era perfeito
e que por mais voltas
que o mundo desse
ninguém a destruiria
e que por mais voltas
que o mundo dê
ninguém a destruirá.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
O AMOR NOS TEMPOS DA CÓLERA
O amor nos tempos
dos desacertos,
no tempo da frigidez.
O amor nos tempos
da opressão,
do desvario.
O amor nos tempos
do não querer,
do se deixar prá lá.
O amor nos tempos
do fim,
do não querer mais
junto estar.
O amor nos tempos
da cólera,
do desentendimento,
do desamor.
O amor nos tempos
do não existir mais.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2008
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09:10
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POR UM INSTANTE
Por um instante
senti-me abandonado,
depois que me disseste
que ias embora.
Dois instantes após,
senti-me só.
Mas,
feliz.
Livre.
Sem nenhum peso
a carregar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2008
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
AO ENXERGAR
Ao enxergar
a escuridão
de minha mente,
deparei-me
com o inesperado:
um céu cheio de estrelas,
de cores várias,
a iluminar
meu corpo
e meus pensamentos.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/01/2008
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09:33
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OLHAR
A luz
de um olhar
enxerguei
um outro olhar
que me refletiu
o teu
inocente olhar
a fugir
do meu
malicioso olhar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/01/2008
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
SOLAR

Título: Mulata - Serigrafia de Di Cavalcanti
http://www.ruiarts.com.br/obras/di_serigrafia_mulata.jpg
Menina.
Solar.
Solare.
Do sol.
Morena
matreira.
Perdida
na areia
do mar.
Com a cor
do cravo
e o cheiro
da canela,
me recorda
a Gabriela.
Menina
faceira,
olhe para os meus olhos,
encontre-os
e corra
pros meus braços
pra me amar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/01/2008
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AO AMAR...
Ao lamber a cria,
a leoa o acaricia
dando-lhe o afeto
e as sensações necessárias
para o seu amadurecimento.
Ao amar um homem,
uma mulher
o lambe como cria,
torna-se sua dona,
procura afastá-lo
dos perigos que o rodeia,
dando-lhe o afeto
e o amor necessários
para que ele seguro
vá à caça,
conquistar mundos,
poder,
mostrar sua virilidade
amadurecida
e voltar correndo
aos braços da sua leoa.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/01/2008
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
PEDRAS NO CAMINHO
Pedras no caminho
encontrei-as,
em todas pisei,
passei sobre elas
com a elegância
de um cisne,
delicadamente,
com todo um rito
a respeitar.
Obstáculos na vida
com eles deparei-me.
Tentei esquivar-me.
Mas, vivenciei-os
como um bailarino
a dançar o último ato
da sua apresentação,
respeitando a todos
os Deuses do Teatro,
seguindo a todo um rito,
a todo um mistério
que só a vida compõe.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/01/2008
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RODA MULATA
Roda menina.
Gira pião.
Roda mulata
faceira.
Dona
do meu coração.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/01/2008
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
NÃO ME MANDE FLORES

Título: Flores
http://www.komandokroketa.org/Pala-Ip/11_56_58_59_62_63_66flores.jpg
Não me mandes flores.
Se pensares,
jogue-as no lixo.
Ou guarde-as
para enganares
a outros
que caiam em tuas ciladas.
Não me mandes flores.
Inimigos são reservados.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/01/2008
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CHUVA
Chova chuva,
chova,
chova depressa,
chova forte,
pro Sertão Nordestino
não morrer
sem água,
de sede.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/01/2008
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12:44
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domingo, 20 de janeiro de 2008
QUEM ÉS?
Quem és
para me lançar,
novamente,
um olhar?
Atualmente,
és nada.
És o tudo
que um dia
para mim
muito significou.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/01/2008
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SEM VOCÊ
Meias palavras
é o que não vou
te dizer.
Vivo bem
sem tua presença,
sem teu cheiro,
sem teu hálito.
Vivo feliz.
Só.
Totalmente,
sem você.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/01/2008
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sábado, 19 de janeiro de 2008
ARCO-ÍRIS

Título: Arco-Íris
http://estaciondesbrujulario.blogia.com/upload/rainbow-light.jpg
Ao entardecer,
após uma tempestade,
na areia da praia,
a buscar
conchinhas
do mar,
encontrei
uma estrela-do-mar,
uma reluzente estrela,
diferente,
que me levou
através de um arco-íris
ao encontro de um amor
de quem havia me perdido no passado.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2008
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08:10
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A TEU LADO
Viver a teu lado
é viver com o passado,
não com o presente,
este é colocado
pra escanteio,
renegado,
sonegado.
Viver a teu lado
é não me viver.
É morrer.
Morrer...
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 19/01/2008
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
LÁGRIMA
Sofrimento.
Ódio.
Desunião
Desamor.
Lágrima.
Alegria.
Felicidade.
Esperança.
Muito paz.
Muita amor.
Publicado no Recanto das Letras em 18/01/2008
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08:23
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VIDAS
Vidas amargas,
opostas,
vividas.
Vidas sofridas,
perdidas,
mal amadas.
Vidas não reveladas,
invadidas,
devassadas.
Vidas felizes,
realizadas,
amadas.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 18/01/2008
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
REVELAÇÃO

Título: Homem nu
http://www.angela.amorepaz.nom.br/Quadro_homem_nu_novo.jpg
Ao me revelar para você,
perdi a proteção
que me envolvia.
Fiquei nu.
Retirei minha fantasia.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2008
Código do texto: T820588
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VENTOS
Ventos fracos.
Ventos fortes.
Ventanias.
Retirem
de minha mente
o que tirar
não consigo.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2008
Código do texto: T820586
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
VISTA D'OLHOS
Que vista
d’olhos
te dei
morenice
de beira-mar.
Vista d’olhos
profunda,
de águia
a perseguir
a tua presa,
certeira,
fatídica,
nem escapatória
tiveste.
Caíste
na rede jogada.
Agora,
é sentir
se o momento
inflama
e explode.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2008
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08:20
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FUJAS
Corras.
Corras muito.
Corras léguas.
Fujas de mim.
Do meu cheiro.
Da minha presença.
Da minha vida.
Não me rodeies.
Não me contornes.
Saias.
Sumas do mundo
que aponta pra mim.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2008
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terça-feira, 15 de janeiro de 2008
TERRA
Chão.
Mãos.
Homem a ará-la,
a trabalhá-la,
a cultivá-la,
a fazê-la Mãe
ao nela frutos gerar.
Frutos bons,
maduros,
que alimentarão
os filhos desta Mãe.
Desta Terra.
Deste Chão.
Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2008
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16:45
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NAS NUVENS
Vou me perder
em teus braços.
Em teu colo
me envolver
e esquecer
o mundo
que me rodeia
para nas nuvens
contigo viver.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2008
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
ESCREVER

Título: Escrivaninha
Fotografia sem indicação de autoria
Mil faces
compõem o meu escrever.
A cada traço da pena,
uma vida encontrada.
Este é o meu papel de poeta.
Ser várias personas
sem me incomodar
qual delas irá me absorver,
irá me utilizar.
O mundo é pequeno.
O que vive n’alma,
no subconsciente
é profundo,
existe.
Ultrapassa teorizações.
Ultrapassa dimensões.
Escrito está nos pergaminhos,
há milênios.
É só entender.
É vivo.
É eterno.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2008
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SONHOS
Sono.
Sonhos.
Vida etérea.
Vida viva.
Mágicas.
Feitiços.
Tudo
a se realizar.
Um balão
nos leva
pelos céus.
Um barco
nos transporta
pelos mares.
Sonhos.
Sonhados.
Nunca perdidos.
Sempre realizados.
Sonhos.
Sono.
Pena
ter acordado.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2008
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domingo, 13 de janeiro de 2008
ALÉM-MAR
Mar.
Águas profundas.
Grandes barcos.
Viagem.
Longa.
Pássaros.
Há dias não se vê.
Olhos aos céus.
À procura
de pelo menos um,
que nos possa orientar.
E sabermos
se estamos próximos
à terra firme
e com o coração
além-mar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2008
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SUTIS DIFERENÇAS
Sutis diferenças
não me assemelham a ti.
Talvez a voz.
O andar.
O olhar.
Ou o fato
de sempre errar,
como todas as gentes
na tentativa de o erro acertar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2008
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sábado, 12 de janeiro de 2008
LEÃO NO INVERNO

Título: Leão
http://www.bussolaescolar.com.br/animais/leao.jpg
Te amei
com forças tantas
que te gerei
no meu coração.
Numa torre,
longínqua,
abandonaste-me.
Deixaste-me só.
Conheci o sofrer.
Mesmo assim,
continuas nele a viver,
com toda a dor,
com todo o furor,
de um animal que a cria perde,
nele estás,
agasalhado,
do frio e da fome,
protegido sob o meu manto
o de um Leão no Inverno.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008
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AMOR DE VERÃO
Amor de verão,
amor gostoso,
brilhante,
bronzeado.
Amor descomplicado
a buscar a diversão,
os encontros,
os encantos do mar,
os encantos do sol
a iluminar corpos expostos,
na intenção deste amor encontrar.
Amor de verão,
passageiro,
marcante,
eterno.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
VIDA ENSOLARADA
a olhar o mar,
encontrei o viço,
o bronze,
o não lapidado,
à procura de um escultor.
Quiçá,
de um novo amor.
Publicado no Recanto das Letras em 11/01/2008
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ETERNO AMOR
Eterno.
Assim um dia
foi nosso amor.
Incerto.
Assim passou
por diversas fases
nosso amor.
Com atritos.
Assim viveu
por muito tempo
nosso amor.
Finito.
Custou,
mas , assim terminou
nosso eterno amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 11/01/2008
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08:46
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
CAIS
Perdi-me
no cais
a procura de você.
Agora,
vivo nas noites do cais,
amando um ou outro,
tanto faz.
Porém,
decidido está,
não quero a você
mais encontrar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2008
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10:33
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ASSIM
Simples
como o vento.
Claro
como a lua.
Assim,
sou eu
quando quero
me deixar
entrar na sua.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2008
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
MULTICOLORIDA

Título: Bolas
http://www.bancoimagenes.com/cd683/cd683f005_a.jpg
Bolas.
Vermelhas.
Azuis.
Amarelas.
Coloridas.
Pra chutar.
Soltas no ar.
Lindas.
Brilhantes.
Verdes.
Grenás.
Bolas.
Muitas bolas.
Voltam-me
à minha infância.
Multicolorida.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2008
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TRISTEZA
Tristeza
em mim bateu
por não tê-la
a me rodear.
Tristeza
em mim bateu
quando você se foi
e esqueceu de voltar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2008
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008
TRÊS ESPINHOS
Três espinhos
me apontam
à tez.
Diáfanos.
Insistentes.
Persistentes.
Ruidosos.
Brilhosos.
Valorosos.
Espinhos de escribas.
Cravos na cruz.
Espinhos poéticos.
Poesias cibernéticas.
Soltas ao vento
como o ar a voar.
Três sinais.
Três encontros.
Três veios herméticos.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/01/2008
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UM BONECO
A tua espera
não mais estou.
Esvaíste-me
do meu corpo
deixando-me
como, realmente, sou,
um boneco,
um palhaço
em tiras,
à procura
de quem me remende
e volte
a me fazer sorrir
sob a lona
da Loucura.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/01/2008
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
CRIANÇAS

Título: Crianças
http://www.uniredh.com.br/blog/file-757283.jpg
Pipas
soltas no ar.
Bolas
no chão a rolar.
Bonecas
pela calçada
a passear.
Barulho.
Muito barulho.
Férias!
Amarelinha.
Pique-esconde.
Queimado.
Mães atentas.
Cachorro-quente.
Pipoca.
Doces.
Um ritual
que se segue
até o sol se pôr.
Silêncio!
Crianças a dormir.
A sonhar
com um novo sol raiar
para tudo,
novamente,
recomeçar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 07/01/2008
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UM MINUTO
Me pediram
um minuto
de silêncio
para me falarem
a teu favor.
Neguei.
Por ti,
nem mais
um silêncio
ou um falar
de orador.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 07/01/2008
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domingo, 6 de janeiro de 2008
NUVENS

Título: Nuvens
http://www.inap.com.br/sitercaio/fotos/nuvens.jpg
Nuvens
que diversas
formas têm.
Todos os dias
se recrie
em novas formas,
como se estivesse a pintar
o céu
pra um
precioso bem.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 06/01/2008
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PENSAMENTO

Título: Anjo
http://i31.photobucket.com/albums/c359/luluzinhatrue/anjo.jpg
Pensamentos soltos
que vêm
E que vão.
Pensamentos livres
que rédeas não possuem.
Pensamentos encantados
que brotam
em meu peito.
Enfeitice
este Anjo
que se esconde
dentro de mim.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 06/01/2008
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sábado, 5 de janeiro de 2008
AMOR
Estou a buscar
algo indefinido,
que não sei o que é.
É misterioso.
Profundo.
Místico.
Ultrapassa
a compreensão.
É costumeiro.
Audaz.
Aventureiro.
Fere.
Deixa dor.
Nos faz dizer
o que não se diz.
Nos deixa aflitos,
sem rumo,
de quatro.
É o amor,
a acertar
outro alvo.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 05/01/2008
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EXAUSTÃO
Cansei
de te carregar,
me pesas
as costas.
O fardo
é grande.
Pensei
que ia agüentar.
Mas, não.
É hora
de me libertar.
Quero ser feliz,
sei que é possível.
Nem que tenha de ir para outro lugar,
me mudar.
E, me reinventar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 05/01/2008
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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
CHUVA QUE CAI

Título: Chuva
http://www.christiananswers.net/q-eden/rain.jpg
Chuva que cai forte
como um véu de noiva
que se deslocou das matas
lave-me
retire-me todos os ungüentos
limpe-me por fora
e por dentro
e torne-me de novo
feliz.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 04/01/2008
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PROMÍSCUO
Digo que te amo,
que te venero,
que só a ti quero.
Engano-te.
Amo
a outras e outros
em um eterno frenesi.
Só de ti fujo.
Só a ti não quero.
Desvio de comportamento,
de conduta?
Não.
Promíscuo
é o que sou, isto sim.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 04/01/2008
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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
CHAMADO
Vento
que sempre me chama,
que sempre me atrai.
Encontre
meus sentimentos
que por ora
vagam
à esfera da solidão.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 03/01/2008
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NOVO ENCONTRO
O que te direi?
Que nomes
tem darei?
Não sei.
Só sei,
que depois de anos,
de sumiço
te encontrei.
O que por ti sinto?
Não sei.
Talvez,
amizade?
Amor?
Ou um grande desprezo.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 03/01/2008
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
RESGATE DO TEMPO
Título: Ampulheta
o tempo perdido,
o que não volta,
o que já passou.
Como não me é possível,
resgatá-lo-ei
através do olhar,
a observar os resquícios
do passado ao meu redor
e dentro de mim.
Publicado no Recanto das Letras em 02/01/2008
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SONHO
No sonho
que tive
e que estava
presente
encontrei-a
com um vestido
preto,
saliente,
provocante,
que me levou
às nuvens
só de vê-la.
Acordei,
ainda tonto,
extasiado
e me deparo contigo
como havia sonhado.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 02/01/2008
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terça-feira, 1 de janeiro de 2008
TEMPO
É disso
que o tempo
é feito,
de coloridas
explosões
de fogos
de artifício.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2008
Código do texto: T798942
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SOMBRAS
Sombras.
Muitas sombras.
Lugar ermo.
Muito ermo.
Numa viela
da vida.
Te perdi
de mim.
Nunca mais
te encontrei.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2008
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
PINGOS
http://minhavidaminhaalma.blogs.sapo.pt/arquivo/chuva-thumb.bmp
Pingos fracos
de chuva a caírem,
a molharem
meus cabelos,
meu rosto,
meu corpo.
Pingos fortes
de chuva a se derramarem
sobre mim,
sobre o pensamento
que vivia
naquele momento
em mim:
você
Pingos fortes
de chuva
lavaram meus pensamentos
e levaram você.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 31/12/2007
Código do texto: T797819
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FUROR
Quando te perdi
no furor
de minha agonia.
Sofri.
Como sofri.
Agora,
quando tu me queres
de volta
perto de ti,
digo-te:
o meu furor
se aquietou,
minha agonia
fumaça virou,
o meu amor secou,
te esqueci.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 31/12/2007
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domingo, 30 de dezembro de 2007
A SETE CHAVES

Titulo: Baú
http://www.petercafesport.com/loja/images/03-02-2006_17.05.46-x4323b.jpg
Através do olfato
encontrei
teu cheiro
perdido
entre os meus pertences,
num baú
com lembranças,
que julgava,
esquecidas
do meu passado,
fechado a sete chaves.
Não titubeei.
Queimei as lembranças.
Mas teu cheiro
impregnou
minh’alma.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 30/12/2007
Código do texto: T796835
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LINHAS CURVAS
Pelas
linhas sinuosas
do tempo,
reencontrei você.
Tive medo.
Me assustei.
Fugi.
Sentei-me
a mesa
de um bar.
Numa
só dose de vodca,
o passado findou.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 30/12/2007
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sábado, 29 de dezembro de 2007
PASSAGEM DO TEMPO

Título: Telefone
http://www.bbsoptions.com.br/icones/telefone5.gif
O telefone toca.
É você,
novamente,
a me incomodar.
Terminou.
O tempo passou.
E não quer voltar atrás.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 29/12/2007
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BOM CONSELHO
Busque-o.
Traga-o
de volta.
Faça
para ele
o que você nunca fez:
ame-o.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 29/12/2007
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
VISÃO
A luz
dos teus olhos
nunca
havia me amado
como ontem
me amei
sobre
o teu corpo
e
sobre
a luz da lua.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/12/2007
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FINITA
Vejo
o sol cair.
O dia se pôr.
Vejo a alma
finda.
E penso
se está inacabada,
faltando um milímetro,
qualquer,
para se completar.
Não.
Está finita.
Está pronta.
É hora de ir.
Alçar novos anseios.
E a outros mundos conhecer.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/12/2007
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
ESPETÁCULO DA NATUREZA
pelo jardim
vi
um beija-flor
a beijar
uma bela flor.
Eu não sabia
se parava
ou corria.
Com receio
de estragar
um espetáculo
da natureza.
Publicado no Recanto das Letras em 27/12/2007
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SALTO
Solto.
Livre no ar.
Feito
balão a gás
a voar.
Pensamento
voe.
voe,
voe longe.
Vá ao encontro
do amor
que de mim
se perdeu
num desencontro da vida.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 27/12/2007
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
HOJE

Título: Sol
http://www.lacoctelera.com/myfiles/miquelturo/el_sol_que_ciega_1024x768.jpg
Hoje
renasço
das cinzas,
como a Fênix
ressurgida
da Grécia antiga.
Hoje
o sol
me traz
um brilho a mais,
reluzente,
faiscante,
buscado na chama
do seu esplendor
como uma forma
de me presentear.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/12/2007
Código do texto: T792143
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AO ME DESNUDAR

Título: Espelho
http://www.masottipoa.com.br/antigo/imagens/complementos/1751-1pop.jpg
Ao me desnudar
em frente
ao espelho,
deparei-me
com o tempo
a corroer
minha imagem,
deixando-a
mais envelhecida,
maculada.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/12/2007
Código do texto: T792142
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terça-feira, 25 de dezembro de 2007
PELA METADE
Há a vida,
Há o existir.
Há o amor.
Não há você.
Estou pela metade.
Incompleto.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 25/12/2007
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CONQUISTA
Deixar de te amar
foi uma conquista
árdua,
doida,
sofrida,
mas foi.
Que bom acordar
e não te ver
povoando
o meu espaço,
o meu corpo
e o meu lembrar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 25/12/2007
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segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
FELICIDADE
Felicidade senti
quando os vi retornarem.
Entrarem portões a dentro
e eu correndo como criança
para ir abraçá-los.
Que felicidade
é vê-los
na intensidade
que cada um
tem para me amar.
Vitória nossa.
Vitória do amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/12/2007
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SOL A PINO

Título: Sol
http://aulavirtual.agr.ucv.ve/cursos/cad/agronomia/facilweb030114/ftp/sol2.png
Com o sol
a arder
sobre os meus ombros,
te vi passar.
Primeiro,
pensei que fosse uma miragem.
Depois,
acreditei no que estava a ver, a sentir.
Não titubeei.
E sem pensar
e mensurar
passei a te amar
a partir daquele instante.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/12/2007
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domingo, 23 de dezembro de 2007
VERDES

Título: Mata Atlântica - Espírito Santo - Brasil
http://www.folhadonorte.com.br/site/fotos/200604241617590.mata.jpg
Verde.
Muitos verdes.
Verdes
de todos os tons.
Olho d’água
a brotar.
Veio d’água
a jorrar.
Homem a destruir.
Homem a desmatar.
Esta beleza está a acabar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/12/2007
Código do texto: T789207
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MUSA

Título: O Poeta e a Musa
http://www.scultura-italiana.com/Galleria_estero/Rodin%20Auguste/imagepages/image10.html
Não há amor
mais lindo,
com certeza,
não há
do que
o que existe
entre o Poeta
e a Musa,
a Realidade
e a Beleza,
alimentado
pela Fonte da Inspiração,
que brota
na morada dos Deuses,
que do Olimpo
a tudo vigiam.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/12/2007
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sábado, 22 de dezembro de 2007
MÁGOA
Mágoa
é uma chaga
que te dói,
que te machuca,
que te corrói,
lentamente,
diuturnamente,
as vísceras,
o teu ser.
É doença maligna.
É ferida que não fecha.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/12/2007
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LEMBRANÇAS
Na encruzilhada
dos meus pensamentos,
encontrei
com minhas longínqüas lembranças,
guardadas.
Uma delas,
foi você,
que passou
como um cometa
por minha vida
e continua a viver,
a pulsar
em mim...
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/12/2007
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
UM SOPRO DE VIDA*
O que em mim vive.
O que me move.
O que me faz pensar,
amar.
Ser gente.
Com delírios.
Com desejos.
Com anseios.
Com o coração
a latejar seu sangue
e a percorrer todo o meu corpo.
Um sopro
não experimentado por outro.
Um sopro único.
Que pulsa,
pulsa,
pulsa
dentro de mim.
Um sopro Divino.
Um sopro que os Deuses
me deram
na hora da minha criação.
Um sopro vital.
Um sopro de vida.
O sopro final.
* Título retirado de um romance de Clarice Lispector, publicado em 1978.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/12/2007
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MENINO

Título: Menino e Menina
http://blogamizade.blogs.sapo.pt/arquivo/menino%20e%20menina.jpg
Menino.
Viva.
Brinque.
Corra.
Solte pipa.
Jogue bola.
Sejas menino
o quanto puderes.
A vida cresce
te transformas
numa fração
de segundo.
Sem perguntar a ti
se desejas,
se queres.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/12/2007
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HORA MARCADA

Título: Relógio
http://www.tecnosino.com/img/relogio.jpg
Hora de sempre
achar que tudo é possível.
Tudo é igual,
do mesmo modo.
Não muda.
Hora de tomar vergonha
e ver que as pessoas
se transmutam
e não são mais as mesmas.
E a hora mudou
não é mais a mesma.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/12/2007
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
SERPENTE

Título: Serpente
http://www.integratori-alimentari.net/sfondi%20cellulare/UR%20serpente.jpg
Estou a vigiar
o bote
da serpente.
Ela está a me rodear,
a querer de mim mangar,
a tentar me mordicar.
Só,
que sou mais arisco
e essa serpente
a tocaiarei
e a levarei
pra outros rumos,
bem distantes dos meus.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/12/2007
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TEMPO DE CHUVA
Não de estio.
Tempo de regar
a terra sedenta
faminta por água
pra sobreviver.
Tempo de chuva.
Tempo dos rios
sentirem o acalanto
que brota dos céus,
para recuperarem
e escassez da água cristalina
e o veio d’água voltar a germinar.
Tempo de chuva.
Tempo de vida.
Tempo fértil.
Tempo do amor.
Tempo do viver.
Publicado no Recanto das Letras em 20/12/2007
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DE TI, ME PERDI
Não sei o por quê,
a partir de meio do caminho
me perdi de ti.
Os nós desataram-se.
Tudo tornou-se
ínfimo, pequeno,
sem valor.
Percebi
que não mais te quero.
O que me fazes sentir não é bom.
Dói.
Magoa.
Machuca.
Humilha.
Não há culpas.
Ou há?
Não sei o por quê,
me perdi,
totalmente,
de ti.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/12/2007
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
OXUM
http://yle.iya.nom.br/yleiya/figuras/imDesIII/images/oxum.jpg
És pura.
Cristalina.
Água da fonte.
És simples.
Deusa.
Inspiração
para um poeta.
Vives
pelas Cachoeiras
a cantar,
a se banhar.
És minha.
És tua.
És Divina.
És Oxum.
És Rainha.
És Mulher.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 18/12/2007
Código do texto: T783467
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SILÊNCIO

Título: Pantanal
http://pessoal.onda.com.br/charlesb/fotoarte/pant002/pant0017
O céu nublado.
O tempo frio.
Os reflexos da chuva
da noite.
Tudo em silêncio.
Parece
que todos se esconderam.
Nem os pássaros
querem comigo falar.
Todos se aninharam.
Só eu estou
à procura de um ninho
para me aconchegar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 18/12/2007
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
VESTÍGIOS

Título: Rosa Amarela
http://semprepoesias.com.br/06arneyde.marcheschi/09b.jpg
Lençóis amassados
Roupas pelo chão
Corpos delicados
Nus
Deitados
Entrelaçados
Fatigados
Vestígios da noite.
Vestígios do amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2007
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ANSIEDADE
O telefone não toca.
A campainha
continua muda.
Estou a esperar
para a conversa
que teríamos de ter
há anos.
Não tivemos.
Adiamos.
Adiamos.
Crise sobre crise.
O caminho, sempre,
contornado,
nunca acertado,
discutido,
verbalizado.
A campainha
dá o sinal.
Abro a porta.
É você.
E sem nada dizermos,
entreolhamo-nos,
com olhos marejados d’água.
E sem uma palavra ser dita,
resolvemos
que aquela é a hora
do nosso tudo findar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2007
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domingo, 16 de dezembro de 2007
MOÇA BONITA
remexe na saia rodada
da Moça Bonita.
Levanta-a.
Todos, admirados, olham
para o belo contorno do seu corpo.
Ela encabula-se.
Quem manda
Moça Bonita
usar saia rodada
em dia de forte vento.
Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2007
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TRANSFORMAÇÃO
Vente,
meu vento,
vente forte
para que tudo mude.
A estação.
O amor.
A vida.
O meu sentimento,
o sentimento do outro.
Abale as minhas estruturas,
sacuda-me,
vire-me de cabeça pra baixo,
para que eu tome coragem
de modificar o estabelecido,
de me transformar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2007
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sábado, 15 de dezembro de 2007
UM VERSO
Quando a pena
busca uma palavra
garimpa-a até achá-la,
e quando
pensa que
com ela se depara
tenta incrustá-la
no texto em construção.
Às vezes,
o poema não aceita
a pedra garimpada.
O que fazer?
Lá vai,
de novo,
o poeta
procurar sua jóia,
sua pedra
e quando a encontra,
que felicidade,
coloca-a com a precisão
de um cirurgião
no seu poema,
na sua criação:
um verso.
Apenas, um
de tantos outros
que se criarão,
com a insistência,
a sabedoria
e a perspicácia do poeta.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2007
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SONS DO DIA
Com o dia a passar,
percebo
que os sons
se diferem
no seu decorrer.
Amanhecer:
crianças,
escola,
pessoas indo labutar.
Entardeceder:
crianças,
escola,
pipa,
bola,
pessoas a voltarem do trabalho,
dos seus compromissos.
Anoitecer:
conversas,
TV,
namoros,
silêncio.
Uns, ainda,
falam daqui
e outros de lá.
E chega a hora
de um silêncio predominar:
o dos amantes,
o do amar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2007
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