Chão.
Mãos.
Homem a ará-la,
a trabalhá-la,
a cultivá-la,
a fazê-la Mãe
ao nela frutos gerar.
Frutos bons,
maduros,
que alimentarão
os filhos desta Mãe.
Desta Terra.
Deste Chão.
Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2008
"É lugar onde o escritor de prosa ou verso e os admiradores destas formas de expressão, de arte se encontram."
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Vou me perder
em teus braços.
Em teu colo
me envolver
e esquecer
o mundo
que me rodeia
para nas nuvens
contigo viver.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2008
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Título: Escrivaninha
Fotografia sem indicação de autoria
Mil faces
compõem o meu escrever.
A cada traço da pena,
uma vida encontrada.
Este é o meu papel de poeta.
Ser várias personas
sem me incomodar
qual delas irá me absorver,
irá me utilizar.
O mundo é pequeno.
O que vive n’alma,
no subconsciente
é profundo,
existe.
Ultrapassa teorizações.
Ultrapassa dimensões.
Escrito está nos pergaminhos,
há milênios.
É só entender.
É vivo.
É eterno.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2008
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08:34
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Sono.
Sonhos.
Vida etérea.
Vida viva.
Mágicas.
Feitiços.
Tudo
a se realizar.
Um balão
nos leva
pelos céus.
Um barco
nos transporta
pelos mares.
Sonhos.
Sonhados.
Nunca perdidos.
Sempre realizados.
Sonhos.
Sono.
Pena
ter acordado.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2008
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08:31
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Mar.
Águas profundas.
Grandes barcos.
Viagem.
Longa.
Pássaros.
Há dias não se vê.
Olhos aos céus.
À procura
de pelo menos um,
que nos possa orientar.
E sabermos
se estamos próximos
à terra firme
e com o coração
além-mar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2008
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08:43
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Sutis diferenças
não me assemelham a ti.
Talvez a voz.
O andar.
O olhar.
Ou o fato
de sempre errar,
como todas as gentes
na tentativa de o erro acertar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2008
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08:41
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Título: Leão
http://www.bussolaescolar.com.br/animais/leao.jpg
Te amei
com forças tantas
que te gerei
no meu coração.
Numa torre,
longínqua,
abandonaste-me.
Deixaste-me só.
Conheci o sofrer.
Mesmo assim,
continuas nele a viver,
com toda a dor,
com todo o furor,
de um animal que a cria perde,
nele estás,
agasalhado,
do frio e da fome,
protegido sob o meu manto
o de um Leão no Inverno.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008
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Amor de verão,
amor gostoso,
brilhante,
bronzeado.
Amor descomplicado
a buscar a diversão,
os encontros,
os encantos do mar,
os encantos do sol
a iluminar corpos expostos,
na intenção deste amor encontrar.
Amor de verão,
passageiro,
marcante,
eterno.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008
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10:29
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08:48
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Eterno.
Assim um dia
foi nosso amor.
Incerto.
Assim passou
por diversas fases
nosso amor.
Com atritos.
Assim viveu
por muito tempo
nosso amor.
Finito.
Custou,
mas , assim terminou
nosso eterno amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 11/01/2008
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08:46
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Perdi-me
no cais
a procura de você.
Agora,
vivo nas noites do cais,
amando um ou outro,
tanto faz.
Porém,
decidido está,
não quero a você
mais encontrar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2008
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Simples
como o vento.
Claro
como a lua.
Assim,
sou eu
quando quero
me deixar
entrar na sua.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2008
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Título: Bolas
http://www.bancoimagenes.com/cd683/cd683f005_a.jpg
Bolas.
Vermelhas.
Azuis.
Amarelas.
Coloridas.
Pra chutar.
Soltas no ar.
Lindas.
Brilhantes.
Verdes.
Grenás.
Bolas.
Muitas bolas.
Voltam-me
à minha infância.
Multicolorida.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2008
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10:18
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Tristeza
em mim bateu
por não tê-la
a me rodear.
Tristeza
em mim bateu
quando você se foi
e esqueceu de voltar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2008
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Três espinhos
me apontam
à tez.
Diáfanos.
Insistentes.
Persistentes.
Ruidosos.
Brilhosos.
Valorosos.
Espinhos de escribas.
Cravos na cruz.
Espinhos poéticos.
Poesias cibernéticas.
Soltas ao vento
como o ar a voar.
Três sinais.
Três encontros.
Três veios herméticos.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/01/2008
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09:21
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A tua espera
não mais estou.
Esvaíste-me
do meu corpo
deixando-me
como, realmente, sou,
um boneco,
um palhaço
em tiras,
à procura
de quem me remende
e volte
a me fazer sorrir
sob a lona
da Loucura.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/01/2008
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09:18
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Título: Crianças
http://www.uniredh.com.br/blog/file-757283.jpg
Pipas
soltas no ar.
Bolas
no chão a rolar.
Bonecas
pela calçada
a passear.
Barulho.
Muito barulho.
Férias!
Amarelinha.
Pique-esconde.
Queimado.
Mães atentas.
Cachorro-quente.
Pipoca.
Doces.
Um ritual
que se segue
até o sol se pôr.
Silêncio!
Crianças a dormir.
A sonhar
com um novo sol raiar
para tudo,
novamente,
recomeçar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 07/01/2008
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09:28
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Me pediram
um minuto
de silêncio
para me falarem
a teu favor.
Neguei.
Por ti,
nem mais
um silêncio
ou um falar
de orador.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 07/01/2008
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09:24
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Título: Nuvens
http://www.inap.com.br/sitercaio/fotos/nuvens.jpg
Nuvens
que diversas
formas têm.
Todos os dias
se recrie
em novas formas,
como se estivesse a pintar
o céu
pra um
precioso bem.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 06/01/2008
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10:37
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Título: Anjo
http://i31.photobucket.com/albums/c359/luluzinhatrue/anjo.jpg
Pensamentos soltos
que vêm
E que vão.
Pensamentos livres
que rédeas não possuem.
Pensamentos encantados
que brotam
em meu peito.
Enfeitice
este Anjo
que se esconde
dentro de mim.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 06/01/2008
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10:30
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Estou a buscar
algo indefinido,
que não sei o que é.
É misterioso.
Profundo.
Místico.
Ultrapassa
a compreensão.
É costumeiro.
Audaz.
Aventureiro.
Fere.
Deixa dor.
Nos faz dizer
o que não se diz.
Nos deixa aflitos,
sem rumo,
de quatro.
É o amor,
a acertar
outro alvo.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 05/01/2008
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09:01
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Cansei
de te carregar,
me pesas
as costas.
O fardo
é grande.
Pensei
que ia agüentar.
Mas, não.
É hora
de me libertar.
Quero ser feliz,
sei que é possível.
Nem que tenha de ir para outro lugar,
me mudar.
E, me reinventar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 05/01/2008
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08:58
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Título: Chuva
http://www.christiananswers.net/q-eden/rain.jpg
Chuva que cai forte
como um véu de noiva
que se deslocou das matas
lave-me
retire-me todos os ungüentos
limpe-me por fora
e por dentro
e torne-me de novo
feliz.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 04/01/2008
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09:32
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Digo que te amo,
que te venero,
que só a ti quero.
Engano-te.
Amo
a outras e outros
em um eterno frenesi.
Só de ti fujo.
Só a ti não quero.
Desvio de comportamento,
de conduta?
Não.
Promíscuo
é o que sou, isto sim.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 04/01/2008
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09:30
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Vento
que sempre me chama,
que sempre me atrai.
Encontre
meus sentimentos
que por ora
vagam
à esfera da solidão.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 03/01/2008
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08:28
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O que te direi?
Que nomes
tem darei?
Não sei.
Só sei,
que depois de anos,
de sumiço
te encontrei.
O que por ti sinto?
Não sei.
Talvez,
amizade?
Amor?
Ou um grande desprezo.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 03/01/2008
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08:24
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10:10
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No sonho
que tive
e que estava
presente
encontrei-a
com um vestido
preto,
saliente,
provocante,
que me levou
às nuvens
só de vê-la.
Acordei,
ainda tonto,
extasiado
e me deparo contigo
como havia sonhado.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 02/01/2008
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10:08
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É disso
que o tempo
é feito,
de coloridas
explosões
de fogos
de artifício.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2008
Código do texto: T798942
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Sombras.
Muitas sombras.
Lugar ermo.
Muito ermo.
Numa viela
da vida.
Te perdi
de mim.
Nunca mais
te encontrei.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 01/01/2008
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14:49
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09:01
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Quando te perdi
no furor
de minha agonia.
Sofri.
Como sofri.
Agora,
quando tu me queres
de volta
perto de ti,
digo-te:
o meu furor
se aquietou,
minha agonia
fumaça virou,
o meu amor secou,
te esqueci.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 31/12/2007
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Titulo: Baú
http://www.petercafesport.com/loja/images/03-02-2006_17.05.46-x4323b.jpg
Através do olfato
encontrei
teu cheiro
perdido
entre os meus pertences,
num baú
com lembranças,
que julgava,
esquecidas
do meu passado,
fechado a sete chaves.
Não titubeei.
Queimei as lembranças.
Mas teu cheiro
impregnou
minh’alma.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 30/12/2007
Código do texto: T796835
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Pelas
linhas sinuosas
do tempo,
reencontrei você.
Tive medo.
Me assustei.
Fugi.
Sentei-me
a mesa
de um bar.
Numa
só dose de vodca,
o passado findou.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 30/12/2007
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08:45
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Título: Telefone
http://www.bbsoptions.com.br/icones/telefone5.gif
O telefone toca.
É você,
novamente,
a me incomodar.
Terminou.
O tempo passou.
E não quer voltar atrás.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 29/12/2007
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09:40
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Busque-o.
Traga-o
de volta.
Faça
para ele
o que você nunca fez:
ame-o.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 29/12/2007
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09:38
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A luz
dos teus olhos
nunca
havia me amado
como ontem
me amei
sobre
o teu corpo
e
sobre
a luz da lua.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/12/2007
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07:12
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Vejo
o sol cair.
O dia se pôr.
Vejo a alma
finda.
E penso
se está inacabada,
faltando um milímetro,
qualquer,
para se completar.
Não.
Está finita.
Está pronta.
É hora de ir.
Alçar novos anseios.
E a outros mundos conhecer.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/12/2007
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07:10
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07:39
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Solto.
Livre no ar.
Feito
balão a gás
a voar.
Pensamento
voe.
voe,
voe longe.
Vá ao encontro
do amor
que de mim
se perdeu
num desencontro da vida.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 27/12/2007
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07:33
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Título: Sol
http://www.lacoctelera.com/myfiles/miquelturo/el_sol_que_ciega_1024x768.jpg
Hoje
renasço
das cinzas,
como a Fênix
ressurgida
da Grécia antiga.
Hoje
o sol
me traz
um brilho a mais,
reluzente,
faiscante,
buscado na chama
do seu esplendor
como uma forma
de me presentear.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/12/2007
Código do texto: T792143
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
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Título: Espelho
http://www.masottipoa.com.br/antigo/imagens/complementos/1751-1pop.jpg
Ao me desnudar
em frente
ao espelho,
deparei-me
com o tempo
a corroer
minha imagem,
deixando-a
mais envelhecida,
maculada.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/12/2007
Código do texto: T792142
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Há a vida,
Há o existir.
Há o amor.
Não há você.
Estou pela metade.
Incompleto.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 25/12/2007
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09:26
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Deixar de te amar
foi uma conquista
árdua,
doida,
sofrida,
mas foi.
Que bom acordar
e não te ver
povoando
o meu espaço,
o meu corpo
e o meu lembrar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 25/12/2007
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09:24
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Felicidade senti
quando os vi retornarem.
Entrarem portões a dentro
e eu correndo como criança
para ir abraçá-los.
Que felicidade
é vê-los
na intensidade
que cada um
tem para me amar.
Vitória nossa.
Vitória do amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/12/2007
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Título: Sol
http://aulavirtual.agr.ucv.ve/cursos/cad/agronomia/facilweb030114/ftp/sol2.png
Com o sol
a arder
sobre os meus ombros,
te vi passar.
Primeiro,
pensei que fosse uma miragem.
Depois,
acreditei no que estava a ver, a sentir.
Não titubeei.
E sem pensar
e mensurar
passei a te amar
a partir daquele instante.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/12/2007
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08:08
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Título: Mata Atlântica - Espírito Santo - Brasil
http://www.folhadonorte.com.br/site/fotos/200604241617590.mata.jpg
Verde.
Muitos verdes.
Verdes
de todos os tons.
Olho d’água
a brotar.
Veio d’água
a jorrar.
Homem a destruir.
Homem a desmatar.
Esta beleza está a acabar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/12/2007
Código do texto: T789207
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
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Título: O Poeta e a Musa
http://www.scultura-italiana.com/Galleria_estero/Rodin%20Auguste/imagepages/image10.html
Não há amor
mais lindo,
com certeza,
não há
do que
o que existe
entre o Poeta
e a Musa,
a Realidade
e a Beleza,
alimentado
pela Fonte da Inspiração,
que brota
na morada dos Deuses,
que do Olimpo
a tudo vigiam.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/12/2007
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08:43
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Mágoa
é uma chaga
que te dói,
que te machuca,
que te corrói,
lentamente,
diuturnamente,
as vísceras,
o teu ser.
É doença maligna.
É ferida que não fecha.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/12/2007
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10:06
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Na encruzilhada
dos meus pensamentos,
encontrei
com minhas longínqüas lembranças,
guardadas.
Uma delas,
foi você,
que passou
como um cometa
por minha vida
e continua a viver,
a pulsar
em mim...
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/12/2007
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10:04
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O que em mim vive.
O que me move.
O que me faz pensar,
amar.
Ser gente.
Com delírios.
Com desejos.
Com anseios.
Com o coração
a latejar seu sangue
e a percorrer todo o meu corpo.
Um sopro
não experimentado por outro.
Um sopro único.
Que pulsa,
pulsa,
pulsa
dentro de mim.
Um sopro Divino.
Um sopro que os Deuses
me deram
na hora da minha criação.
Um sopro vital.
Um sopro de vida.
O sopro final.
* Título retirado de um romance de Clarice Lispector, publicado em 1978.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/12/2007
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Título: Menino e Menina
http://blogamizade.blogs.sapo.pt/arquivo/menino%20e%20menina.jpg
Menino.
Viva.
Brinque.
Corra.
Solte pipa.
Jogue bola.
Sejas menino
o quanto puderes.
A vida cresce
te transformas
numa fração
de segundo.
Sem perguntar a ti
se desejas,
se queres.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/12/2007
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Título: Relógio
http://www.tecnosino.com/img/relogio.jpg
Hora de sempre
achar que tudo é possível.
Tudo é igual,
do mesmo modo.
Não muda.
Hora de tomar vergonha
e ver que as pessoas
se transmutam
e não são mais as mesmas.
E a hora mudou
não é mais a mesma.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/12/2007
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Título: Serpente
http://www.integratori-alimentari.net/sfondi%20cellulare/UR%20serpente.jpg
Estou a vigiar
o bote
da serpente.
Ela está a me rodear,
a querer de mim mangar,
a tentar me mordicar.
Só,
que sou mais arisco
e essa serpente
a tocaiarei
e a levarei
pra outros rumos,
bem distantes dos meus.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/12/2007
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09:31
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Não sei o por quê,
a partir de meio do caminho
me perdi de ti.
Os nós desataram-se.
Tudo tornou-se
ínfimo, pequeno,
sem valor.
Percebi
que não mais te quero.
O que me fazes sentir não é bom.
Dói.
Magoa.
Machuca.
Humilha.
Não há culpas.
Ou há?
Não sei o por quê,
me perdi,
totalmente,
de ti.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/12/2007
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16:24
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Título: Pantanal
http://pessoal.onda.com.br/charlesb/fotoarte/pant002/pant0017
O céu nublado.
O tempo frio.
Os reflexos da chuva
da noite.
Tudo em silêncio.
Parece
que todos se esconderam.
Nem os pássaros
querem comigo falar.
Todos se aninharam.
Só eu estou
à procura de um ninho
para me aconchegar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 18/12/2007
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Título: Rosa Amarela
http://semprepoesias.com.br/06arneyde.marcheschi/09b.jpg
Lençóis amassados
Roupas pelo chão
Corpos delicados
Nus
Deitados
Entrelaçados
Fatigados
Vestígios da noite.
Vestígios do amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2007
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O telefone não toca.
A campainha
continua muda.
Estou a esperar
para a conversa
que teríamos de ter
há anos.
Não tivemos.
Adiamos.
Adiamos.
Crise sobre crise.
O caminho, sempre,
contornado,
nunca acertado,
discutido,
verbalizado.
A campainha
dá o sinal.
Abro a porta.
É você.
E sem nada dizermos,
entreolhamo-nos,
com olhos marejados d’água.
E sem uma palavra ser dita,
resolvemos
que aquela é a hora
do nosso tudo findar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2007
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Vente,
meu vento,
vente forte
para que tudo mude.
A estação.
O amor.
A vida.
O meu sentimento,
o sentimento do outro.
Abale as minhas estruturas,
sacuda-me,
vire-me de cabeça pra baixo,
para que eu tome coragem
de modificar o estabelecido,
de me transformar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2007
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Quando a pena
busca uma palavra
garimpa-a até achá-la,
e quando
pensa que
com ela se depara
tenta incrustá-la
no texto em construção.
Às vezes,
o poema não aceita
a pedra garimpada.
O que fazer?
Lá vai,
de novo,
o poeta
procurar sua jóia,
sua pedra
e quando a encontra,
que felicidade,
coloca-a com a precisão
de um cirurgião
no seu poema,
na sua criação:
um verso.
Apenas, um
de tantos outros
que se criarão,
com a insistência,
a sabedoria
e a perspicácia do poeta.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2007
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Com o dia a passar,
percebo
que os sons
se diferem
no seu decorrer.
Amanhecer:
crianças,
escola,
pessoas indo labutar.
Entardeceder:
crianças,
escola,
pipa,
bola,
pessoas a voltarem do trabalho,
dos seus compromissos.
Anoitecer:
conversas,
TV,
namoros,
silêncio.
Uns, ainda,
falam daqui
e outros de lá.
E chega a hora
de um silêncio predominar:
o dos amantes,
o do amar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2007
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Estrangeirismos?
Fora!
Quero a brasilidade,
a força da nossa gente,
brotando a cada verso,
sendo retratada.
Quero Gregório de Matos
a enxovalhar os governantes da sua época.
Quero Gonçalves Dias
a lutar
pelos nossos guerreiros
da tribo Tupi.
Quero Aluísio de Azevedo
a mostrar
uma língua dissecada
dos cortiços cariocas.
Quero: Machado de Assis,
e seu nobre linguajar,
ao lado da sua dissimulada Capitu,
Jorge Amado
andando pelos sertões da Bahia,
a apontar o coronelismo
e a malemolência de Gabriela,
Graciliano Ramos
e a cachorrinha Baleia,
na seca nordestina,
em Vidas Secas,
Guimarães Rosa,
e o amor entre os jagunços
Riobaldo e Diadorim,
no interior do país,
e o resgate da linguagem
do homem desse lugar,
no Grande Sertão: Veredas,
Carlos Drumond de Andrade
e sua pedra “no meio do caminho”,
Cecília Meireles
e seu Romanceiro da Inconfidência,
Clarice Lispector
e sua prosa poética,
Rachel de Queiroz
com sua heroína
em seu Memorial de Maria Moura
e Mário de Andrade,
com seu Macunaíma
e o seu resgate da cultura brasileira.
Quero a Língua “Brasileira”
mostrando os heróis da nossa gente,
com todos os nossos trejeitos.
Sendo falada
e escrita por nós.
Vista como deve ser:
com Orgulho.
Só assim
se faz um grande nação:
com seu idioma,
sua cultura
e amor a ela.
Por isso,
falo em alto
e bom tom.
Estrangeirismos?
Fora!!!
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/12/2007
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Di Cavalcanti
Mulher com jasmim, óleo
http://www.sandraemarcio.com.br/assets/images/arte_19.jpg
Na cor,
no cheiro,
nas curvas,
no remelexo
da mulata
encontro
as palavras
pros meus versos.
Mulata:
fonte inesgotável
de inspiração.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/12/2007
Código do texto: T777682
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
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Título: Cachoeira Amorosa
Conceição de Macabu - RJ - Brasil
Ao caminhar
pelas matas
te encontrei
perdida,
arredia,
inconsolável.
Procuravas
pelo amor perdido
na força de tuas águas,
sob o teu branco véu.
Não tens como retornares
o tempo ao Passado.
É tua sina por esse amor,
que vive
aos teus pés a te clamar,
chorar, chorar, chorar...
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/12/2007
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Perdido.
No espaço.
Na terra.
No mar.
Perdido
na alucinação
do teu corpo,
que me clama,
que me arde,
que me arranha,
que não me deixa parar,
um só segundo,
de te amar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/12/2007
Código do texto: T776041
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Título: Noite de Lua
http://fadalindinha.fateback.com/noite%20lua2.jpg
Misteriosa.
Amante.
Mutante.
Caliente.
Envolvente.
Mordaz.
Sombria.
Soturna.
Fugaz.
Brilhante.
Preciosa.
Uma Pérola.
Deusa
poderosa.
És tu
a mexer
conosco.
Simples Mortais.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 12/12/2007
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Ao olhar teus olhos,
vejo o tempo depressa a correr.
As marcas são visíveis,
claras.
Te carreguei no colo
e hoje ainda carrego.
És o meu menino,
meu moleque.
Um dia sentirei a tua falta.
Meu pensador.
Meu poeta.
meu Rimbaud.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 12/12/2007
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Título: Estrela do Alinhamento
http://web.prover.com.br/nominato/images/A%20estrela%20do%20Alinhamento.jpg
A hora da estrela.
A hora de Clarice.
A hora de Macabéa
no Olimpo.
do delírio,
do sonho,
da fantasia.
Hora de contar as horas
com conta-gotas.
Hora com emergência.
Com muito luxo.
É hora precisa.
Hora do encanto.
Hora do desencanto.
Hora de dormir.
Hora do encontro.
Hora fatal.
Do início.
Do fim.
* Título retirado do romance de Clarice Lispector, publicado em 1977.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 11/12/2007
Código do texto: T773356
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Macia.
Brilhante.
Afável.
Traduz
o infindável.
O que é ouro.
O que reluz.
O que é amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 11/12/2007
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Título: Camafeu
http://www.pietranobile.com.br/loja/Imagens/Picexcl.jpg
A luz da manhã
refletida
pelo camafeu
que encontrava-se
sobre o toucador
no quarto de dormir,
resvelou-me
lembranças adormecidas
ao observar
aquela senhora grisalha
que ainda ocupa o quarto
e agora
só vê o mundo
pela janela
e pelas venezianas.
Presencio
que o tempo passou,
mas sinto-o no passado,
numa dimensão
anterior a do presente,
ao da minha infância.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2007
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Título: Praia de Costazul
Rio das Ostras - RJ - Brasil
Fotografia cedida por Eduardo Moura
Sol.
Mar.
Vento do mar.
Vento de partida.
Vento de chegança.
Vento do amor
que foi e regressou.
Vento do desamor
que partiu e não retornou.
Vento do mar.
Vento de lembranças.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2007
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"A arte, no momento atual, é a única arma capaz de modificar as realidades circundantes. Com sua matéria prima de expressão, a arte da palavra vai além: grita, chora, dissimula, convence, luta, briga, apazigua. Cria imagens. Imita a vida: é a vida."
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/10/2007
Código do texto: T688253
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Título: Fome
http://www.voltairenet.org/IMG/jpg/fome_zero-copia.jpg
A vida existe,
estou a senti-la
no ar que respiro.
Estou a vê-la
brotar
ao meu lado
nas árvores
e uma gama de cores
e nos rebentos que surgem
aqui, acolá.
A vida parece não existir
quando penso nos homens
que produzem
o que vejo:
a fome,
nos vazios pratos
de quem ainda não conseguiu
ter forças pra falar
e o de comer.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/12/2007
Código do texto: T770819
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Título: Outono
http://www.umacoisaeoutra.com.br/cinema/IMAGES/outono.jpg
Vi pétalas.
Pétalas de flores,
Vi folhas.
Folhas de árvores
de cores várias.
Quedadas ao chão
a formar um tapete
que me fez recordar
um amor menino ,
que deslizou em outros tapetes
tecidos pela natureza.
Para dilacerar meu coração
que solitário ficou,
restou a lembrança
deste outro outono
em que juntos estávamos
a caminhar
sobre as folhas e as pétalas no chão.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/12/2007
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Título: Praia das Areias Negras
Rio das Ostras - RJ - Brasil
Fotografia cedida por Eduardo Moura
Sento-me
A beira do mar.
Observo
o fluxo
e o refluxo
da água
em contato
com a areia.
Vejo
a imensidão
do mar
e me imagino
antes de 1.500
criando instrumentos
que me levassem
a algum lugar
através dessa imensidão.
Olho as gaivotas
como são belas
admiro-as
ainda mais quando estão a planar.
Começo a escrever
na areia
como fazem
todos os apaixonados
que se sentam
a beira-mar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2007
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Entre um
e outro
existe
a mediocridade,
a ausência,
a falta
de caráter,
de pudor,
de amor,
de limites.
Nasceram assim,
nunca mudaram.
Acredito
que continuarão
assim a viver.
Será isto vida?
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2007
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Título: Raio
http://www.plasma.inpe.br/LAP_Portal/LAP_Sitio/Figuras/Raio.jpg
Ao ouvir
o ressoar dos raios,
lembro-me das vidas
que brotarão
depois de banhadas
pelas águas
vindas com o seu clarão.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 07/12/2007
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Título: Pérola
http://crisflora.blogs.sapo.pt/arquivo/olhar.bmp
No lume
Dos teus olhos
Identifiquei
Duas Pérolas
A serem lapidadas
Por um exímio ourives
Ou por um escroque.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 07/12/2007
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