
Título: Mata Atlântica - Espírito Santo - Brasil
http://www.folhadonorte.com.br/site/fotos/200604241617590.mata.jpg
Verde.
Muitos verdes.
Verdes
de todos os tons.
Olho d’água
a brotar.
Veio d’água
a jorrar.
Homem a destruir.
Homem a desmatar.
Esta beleza está a acabar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/12/2007
Código do texto: T789207
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domingo, 23 de dezembro de 2007
VERDES
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MUSA

Título: O Poeta e a Musa
http://www.scultura-italiana.com/Galleria_estero/Rodin%20Auguste/imagepages/image10.html
Não há amor
mais lindo,
com certeza,
não há
do que
o que existe
entre o Poeta
e a Musa,
a Realidade
e a Beleza,
alimentado
pela Fonte da Inspiração,
que brota
na morada dos Deuses,
que do Olimpo
a tudo vigiam.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/12/2007
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sábado, 22 de dezembro de 2007
MÁGOA
Mágoa
é uma chaga
que te dói,
que te machuca,
que te corrói,
lentamente,
diuturnamente,
as vísceras,
o teu ser.
É doença maligna.
É ferida que não fecha.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/12/2007
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LEMBRANÇAS
Na encruzilhada
dos meus pensamentos,
encontrei
com minhas longínqüas lembranças,
guardadas.
Uma delas,
foi você,
que passou
como um cometa
por minha vida
e continua a viver,
a pulsar
em mim...
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/12/2007
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
UM SOPRO DE VIDA*
O que em mim vive.
O que me move.
O que me faz pensar,
amar.
Ser gente.
Com delírios.
Com desejos.
Com anseios.
Com o coração
a latejar seu sangue
e a percorrer todo o meu corpo.
Um sopro
não experimentado por outro.
Um sopro único.
Que pulsa,
pulsa,
pulsa
dentro de mim.
Um sopro Divino.
Um sopro que os Deuses
me deram
na hora da minha criação.
Um sopro vital.
Um sopro de vida.
O sopro final.
* Título retirado de um romance de Clarice Lispector, publicado em 1978.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/12/2007
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MENINO

Título: Menino e Menina
http://blogamizade.blogs.sapo.pt/arquivo/menino%20e%20menina.jpg
Menino.
Viva.
Brinque.
Corra.
Solte pipa.
Jogue bola.
Sejas menino
o quanto puderes.
A vida cresce
te transformas
numa fração
de segundo.
Sem perguntar a ti
se desejas,
se queres.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/12/2007
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HORA MARCADA

Título: Relógio
http://www.tecnosino.com/img/relogio.jpg
Hora de sempre
achar que tudo é possível.
Tudo é igual,
do mesmo modo.
Não muda.
Hora de tomar vergonha
e ver que as pessoas
se transmutam
e não são mais as mesmas.
E a hora mudou
não é mais a mesma.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 21/12/2007
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
SERPENTE

Título: Serpente
http://www.integratori-alimentari.net/sfondi%20cellulare/UR%20serpente.jpg
Estou a vigiar
o bote
da serpente.
Ela está a me rodear,
a querer de mim mangar,
a tentar me mordicar.
Só,
que sou mais arisco
e essa serpente
a tocaiarei
e a levarei
pra outros rumos,
bem distantes dos meus.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/12/2007
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TEMPO DE CHUVA
Não de estio.
Tempo de regar
a terra sedenta
faminta por água
pra sobreviver.
Tempo de chuva.
Tempo dos rios
sentirem o acalanto
que brota dos céus,
para recuperarem
e escassez da água cristalina
e o veio d’água voltar a germinar.
Tempo de chuva.
Tempo de vida.
Tempo fértil.
Tempo do amor.
Tempo do viver.
Publicado no Recanto das Letras em 20/12/2007
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DE TI, ME PERDI
Não sei o por quê,
a partir de meio do caminho
me perdi de ti.
Os nós desataram-se.
Tudo tornou-se
ínfimo, pequeno,
sem valor.
Percebi
que não mais te quero.
O que me fazes sentir não é bom.
Dói.
Magoa.
Machuca.
Humilha.
Não há culpas.
Ou há?
Não sei o por quê,
me perdi,
totalmente,
de ti.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 20/12/2007
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terça-feira, 18 de dezembro de 2007
OXUM
http://yle.iya.nom.br/yleiya/figuras/imDesIII/images/oxum.jpg
És pura.
Cristalina.
Água da fonte.
És simples.
Deusa.
Inspiração
para um poeta.
Vives
pelas Cachoeiras
a cantar,
a se banhar.
És minha.
És tua.
És Divina.
És Oxum.
És Rainha.
És Mulher.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 18/12/2007
Código do texto: T783467
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SILÊNCIO

Título: Pantanal
http://pessoal.onda.com.br/charlesb/fotoarte/pant002/pant0017
O céu nublado.
O tempo frio.
Os reflexos da chuva
da noite.
Tudo em silêncio.
Parece
que todos se esconderam.
Nem os pássaros
querem comigo falar.
Todos se aninharam.
Só eu estou
à procura de um ninho
para me aconchegar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 18/12/2007
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
VESTÍGIOS

Título: Rosa Amarela
http://semprepoesias.com.br/06arneyde.marcheschi/09b.jpg
Lençóis amassados
Roupas pelo chão
Corpos delicados
Nus
Deitados
Entrelaçados
Fatigados
Vestígios da noite.
Vestígios do amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2007
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ANSIEDADE
O telefone não toca.
A campainha
continua muda.
Estou a esperar
para a conversa
que teríamos de ter
há anos.
Não tivemos.
Adiamos.
Adiamos.
Crise sobre crise.
O caminho, sempre,
contornado,
nunca acertado,
discutido,
verbalizado.
A campainha
dá o sinal.
Abro a porta.
É você.
E sem nada dizermos,
entreolhamo-nos,
com olhos marejados d’água.
E sem uma palavra ser dita,
resolvemos
que aquela é a hora
do nosso tudo findar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 17/12/2007
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domingo, 16 de dezembro de 2007
MOÇA BONITA
remexe na saia rodada
da Moça Bonita.
Levanta-a.
Todos, admirados, olham
para o belo contorno do seu corpo.
Ela encabula-se.
Quem manda
Moça Bonita
usar saia rodada
em dia de forte vento.
Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2007
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TRANSFORMAÇÃO
Vente,
meu vento,
vente forte
para que tudo mude.
A estação.
O amor.
A vida.
O meu sentimento,
o sentimento do outro.
Abale as minhas estruturas,
sacuda-me,
vire-me de cabeça pra baixo,
para que eu tome coragem
de modificar o estabelecido,
de me transformar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 16/12/2007
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sábado, 15 de dezembro de 2007
UM VERSO
Quando a pena
busca uma palavra
garimpa-a até achá-la,
e quando
pensa que
com ela se depara
tenta incrustá-la
no texto em construção.
Às vezes,
o poema não aceita
a pedra garimpada.
O que fazer?
Lá vai,
de novo,
o poeta
procurar sua jóia,
sua pedra
e quando a encontra,
que felicidade,
coloca-a com a precisão
de um cirurgião
no seu poema,
na sua criação:
um verso.
Apenas, um
de tantos outros
que se criarão,
com a insistência,
a sabedoria
e a perspicácia do poeta.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2007
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SONS DO DIA
Com o dia a passar,
percebo
que os sons
se diferem
no seu decorrer.
Amanhecer:
crianças,
escola,
pessoas indo labutar.
Entardeceder:
crianças,
escola,
pipa,
bola,
pessoas a voltarem do trabalho,
dos seus compromissos.
Anoitecer:
conversas,
TV,
namoros,
silêncio.
Uns, ainda,
falam daqui
e outros de lá.
E chega a hora
de um silêncio predominar:
o dos amantes,
o do amar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 15/12/2007
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
ESTRANGEIRISMOS: FORA!
Estrangeirismos?
Fora!
Quero a brasilidade,
a força da nossa gente,
brotando a cada verso,
sendo retratada.
Quero Gregório de Matos
a enxovalhar os governantes da sua época.
Quero Gonçalves Dias
a lutar
pelos nossos guerreiros
da tribo Tupi.
Quero Aluísio de Azevedo
a mostrar
uma língua dissecada
dos cortiços cariocas.
Quero: Machado de Assis,
e seu nobre linguajar,
ao lado da sua dissimulada Capitu,
Jorge Amado
andando pelos sertões da Bahia,
a apontar o coronelismo
e a malemolência de Gabriela,
Graciliano Ramos
e a cachorrinha Baleia,
na seca nordestina,
em Vidas Secas,
Guimarães Rosa,
e o amor entre os jagunços
Riobaldo e Diadorim,
no interior do país,
e o resgate da linguagem
do homem desse lugar,
no Grande Sertão: Veredas,
Carlos Drumond de Andrade
e sua pedra “no meio do caminho”,
Cecília Meireles
e seu Romanceiro da Inconfidência,
Clarice Lispector
e sua prosa poética,
Rachel de Queiroz
com sua heroína
em seu Memorial de Maria Moura
e Mário de Andrade,
com seu Macunaíma
e o seu resgate da cultura brasileira.
Quero a Língua “Brasileira”
mostrando os heróis da nossa gente,
com todos os nossos trejeitos.
Sendo falada
e escrita por nós.
Vista como deve ser:
com Orgulho.
Só assim
se faz um grande nação:
com seu idioma,
sua cultura
e amor a ela.
Por isso,
falo em alto
e bom tom.
Estrangeirismos?
Fora!!!
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/12/2007
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MULATA
Di Cavalcanti
Mulher com jasmim, óleo
http://www.sandraemarcio.com.br/assets/images/arte_19.jpg
Na cor,
no cheiro,
nas curvas,
no remelexo
da mulata
encontro
as palavras
pros meus versos.
Mulata:
fonte inesgotável
de inspiração.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 14/12/2007
Código do texto: T777682
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
CACHOEIRA

Título: Cachoeira Amorosa
Conceição de Macabu - RJ - Brasil
Ao caminhar
pelas matas
te encontrei
perdida,
arredia,
inconsolável.
Procuravas
pelo amor perdido
na força de tuas águas,
sob o teu branco véu.
Não tens como retornares
o tempo ao Passado.
É tua sina por esse amor,
que vive
aos teus pés a te clamar,
chorar, chorar, chorar...
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/12/2007
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PERDIDO
Perdido.
No espaço.
Na terra.
No mar.
Perdido
na alucinação
do teu corpo,
que me clama,
que me arde,
que me arranha,
que não me deixa parar,
um só segundo,
de te amar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 13/12/2007
Código do texto: T776041
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
LUNA

Título: Noite de Lua
http://fadalindinha.fateback.com/noite%20lua2.jpg
Misteriosa.
Amante.
Mutante.
Caliente.
Envolvente.
Mordaz.
Sombria.
Soturna.
Fugaz.
Brilhante.
Preciosa.
Uma Pérola.
Deusa
poderosa.
És tu
a mexer
conosco.
Simples Mortais.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 12/12/2007
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AO OLHAR TEUS OLHOS
Ao olhar teus olhos,
vejo o tempo depressa a correr.
As marcas são visíveis,
claras.
Te carreguei no colo
e hoje ainda carrego.
És o meu menino,
meu moleque.
Um dia sentirei a tua falta.
Meu pensador.
Meu poeta.
meu Rimbaud.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 12/12/2007
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terça-feira, 11 de dezembro de 2007
A HORA DA ESTRELA *

Título: Estrela do Alinhamento
http://web.prover.com.br/nominato/images/A%20estrela%20do%20Alinhamento.jpg
A hora da estrela.
A hora de Clarice.
A hora de Macabéa
no Olimpo.
do delírio,
do sonho,
da fantasia.
Hora de contar as horas
com conta-gotas.
Hora com emergência.
Com muito luxo.
É hora precisa.
Hora do encanto.
Hora do desencanto.
Hora de dormir.
Hora do encontro.
Hora fatal.
Do início.
Do fim.
* Título retirado do romance de Clarice Lispector, publicado em 1977.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 11/12/2007
Código do texto: T773356
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TEZ
Macia.
Brilhante.
Afável.
Traduz
o infindável.
O que é ouro.
O que reluz.
O que é amor.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 11/12/2007
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
CAMAFEU

Título: Camafeu
http://www.pietranobile.com.br/loja/Imagens/Picexcl.jpg
A luz da manhã
refletida
pelo camafeu
que encontrava-se
sobre o toucador
no quarto de dormir,
resvelou-me
lembranças adormecidas
ao observar
aquela senhora grisalha
que ainda ocupa o quarto
e agora
só vê o mundo
pela janela
e pelas venezianas.
Presencio
que o tempo passou,
mas sinto-o no passado,
numa dimensão
anterior a do presente,
ao da minha infância.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2007
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VENTO DO MAR

Título: Praia de Costazul
Rio das Ostras - RJ - Brasil
Fotografia cedida por Eduardo Moura
Sol.
Mar.
Vento do mar.
Vento de partida.
Vento de chegança.
Vento do amor
que foi e regressou.
Vento do desamor
que partiu e não retornou.
Vento do mar.
Vento de lembranças.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/12/2007
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domingo, 9 de dezembro de 2007
A ARTE DA PALAVRA
"A arte, no momento atual, é a única arma capaz de modificar as realidades circundantes. Com sua matéria prima de expressão, a arte da palavra vai além: grita, chora, dissimula, convence, luta, briga, apazigua. Cria imagens. Imita a vida: é a vida."
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 10/10/2007
Código do texto: T688253
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VIDA?...

Título: Fome
http://www.voltairenet.org/IMG/jpg/fome_zero-copia.jpg
A vida existe,
estou a senti-la
no ar que respiro.
Estou a vê-la
brotar
ao meu lado
nas árvores
e uma gama de cores
e nos rebentos que surgem
aqui, acolá.
A vida parece não existir
quando penso nos homens
que produzem
o que vejo:
a fome,
nos vazios pratos
de quem ainda não conseguiu
ter forças pra falar
e o de comer.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/12/2007
Código do texto: T770819
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OUTONO

Título: Outono
http://www.umacoisaeoutra.com.br/cinema/IMAGES/outono.jpg
Vi pétalas.
Pétalas de flores,
Vi folhas.
Folhas de árvores
de cores várias.
Quedadas ao chão
a formar um tapete
que me fez recordar
um amor menino ,
que deslizou em outros tapetes
tecidos pela natureza.
Para dilacerar meu coração
que solitário ficou,
restou a lembrança
deste outro outono
em que juntos estávamos
a caminhar
sobre as folhas e as pétalas no chão.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 09/12/2007
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sábado, 8 de dezembro de 2007
BEIRA-MAR

Título: Praia das Areias Negras
Rio das Ostras - RJ - Brasil
Fotografia cedida por Eduardo Moura
Sento-me
A beira do mar.
Observo
o fluxo
e o refluxo
da água
em contato
com a areia.
Vejo
a imensidão
do mar
e me imagino
antes de 1.500
criando instrumentos
que me levassem
a algum lugar
através dessa imensidão.
Olho as gaivotas
como são belas
admiro-as
ainda mais quando estão a planar.
Começo a escrever
na areia
como fazem
todos os apaixonados
que se sentam
a beira-mar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2007
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SERÁ ISTO VIDA?
Entre um
e outro
existe
a mediocridade,
a ausência,
a falta
de caráter,
de pudor,
de amor,
de limites.
Nasceram assim,
nunca mudaram.
Acredito
que continuarão
assim a viver.
Será isto vida?
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 08/12/2007
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sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
AO OUVIR

Título: Raio
http://www.plasma.inpe.br/LAP_Portal/LAP_Sitio/Figuras/Raio.jpg
Ao ouvir
o ressoar dos raios,
lembro-me das vidas
que brotarão
depois de banhadas
pelas águas
vindas com o seu clarão.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 07/12/2007
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PÉROLAS

Título: Pérola
http://crisflora.blogs.sapo.pt/arquivo/olhar.bmp
No lume
Dos teus olhos
Identifiquei
Duas Pérolas
A serem lapidadas
Por um exímio ourives
Ou por um escroque.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 07/12/2007
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
ÊXTASE
O soar da tua voz
Me embriaga
Me leva a um Delírio
A uma Loucura
A um Êxtase
A algo diferenciado
Desconhecido
Intocado
Promíscuo
Mas Lindo !!!
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 06/12/2007
Código do texto: T767256
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VIL METAL

Título: Moeda
http://www.flickr.com/photos/joisamatos/153380506/
Vil.
Vil Metal.
Corróis o mundo.
As mentes.
Os pensamentos.
És letal.
Envenenas.
Ao seu redor,
tudo girará
por milênios
a causar a riqueza de poucos
e a miséria de muitos.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 06/12/2007
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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
TEMPESTADE
das árvores
brigavam com furor.
As flores
se desmanchavam
a um só sopro.
Os pássaros
se aninhavam
com rapidez.
Todas as gentes
que podiam
corriam,
se escondiam.
E a Tempestade
caía.
Publicado no Recanto das Letras em 05/12/2007
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AO TE BUSCAR
Ao te buscar
dentro de mim
me encontrei
e te perdi.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 05/12/2007
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terça-feira, 4 de dezembro de 2007
TECENDO AO VENTO
O pente não penteia
O cabelo esvoaçante
Em desalinho
Que se mira
Que se espelha
Pra quê?
Deixe o cabelo voar
Que o vento tecer-lo-á
Com as mãos do tempo
Que hora a hora
Sem descansar
Está com o tempo a fiar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 04/12/2007
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POÍESIS

Título: Musa
http://www.flickr.com/photos/8676537@N04/1450973747/
O tempo que escorre
Entre os meus dedos
Traça com tinta azul
A vida das Poesias.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 04/12/2007
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
A QUEM?
Se o ontem pertence ao passado,
a Memória,
a quem pertencerá todos os ontens de quem os perdeu?
Ao Cosmo?
Ao Acaso?
Ao Coletivo?
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 03/12/2007
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VOCÊ

Título: Espelho - Porto Norte - Portugal
http://www.flickr.com/photos/francisco_oliveira_portugal/1810362946/
O que encontrava em você
não encontro mais.
O sutil.
O charme.
O discreto.
O elegante.
O que hoje encontro
é o mau gosto.
É o “ilúcido”.
O vil.
O vulgar.
Viva,
torne-se, novamente.
gente.
Refine a alma.
Passe a olhar ao lado.
Veja o outro.
O outro,
por mais que você relute,
é seu espelho.
É você.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 03/12/2007
Código do texto: T762653
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domingo, 2 de dezembro de 2007
PARA NÃO ME ESQUECER

Título: Tie-sangue
http://www.flickr.com/photos/margot_ft-curso/1337062814/
Oculto o vermelho do sangue
que jorra de minhas veias
só a mim machuca,
os pensares,
que borbulham
só em mim,
fervilham,
eu engulo,
para não verbalizar
e incomodar a outrem.
Mas tudo existe.
Ou inexiste?
Brota a cada
rebento de segundo.
Ferve. Me alucina.
E eu escrevo para não enlouquecer.
Para não me esquecer.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 02/12/2007
Código do texto: T761501
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BUSCA

Título: Interrogração
http://www.conselhosp.com.br/forum/viewtopic.php?t=1144
Todos os dias
estou à busca
das pessoas,
dum gesto,
dum jeito,
dum olhar,
de algo
que se decifre.
que me decifre
e acabe
com essa incógnita
que eu
em mim sou.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 02/12/2007
Código do texto: T761496
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sábado, 1 de dezembro de 2007
FUGA DE MIM

Título: Fantezie si fuga in stil vechi
http://www.flickr.com/photos/99889279@N00/1069920613/
Fujo de mim.
Do que sinto.
Do que penso.
Tenho medo de mim,
do que sou capaz.
Tenho receios
e barreiras a ultrapassar.
Espero conseguir
antes que alguém
chegue tarde demais.
Publicado no Recanto das Letras em 01/12/2007
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IDÉIAS IGNÓBEIS

Título: Teia de Aranha
http://drikaflor.zip.net/
Estou arraigado
num lamaçal
de idéias ignóbeis.
Vãs.
Sepulcrais.
Delas fujo.
Corro.
Como se me fosse
permitido correr.
Vou para o outro lado da rua.
Fico observando-as.
Só.
Elas me aterrorizam.
São terríveis.
De repente,
ouço um barulho
e caio ao chão.
Uma das muletas derrapa
e despenca junto comigo.
Salvaram-se todos.
As ignóbeis fugiram.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 01/12/2007
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
NOSSAS MENINAS

Título: Encontros
Início da Reserva do Parque do Desengano
Santa Maria Madalena - RJ - Brasil
Fotografia de meu acervo pessoal
Meninas
Morenas
Belas
Travessas
Levadas
Únicas
Roubaram nossos corações
Elipsaram-nos com a distância
Que tivemos de manter
Levadas da breca
Nossas menanas
Só nossas
De mais ninguém
Agora
O tempo urge
A distância diminuirá
Voltaremos ao adiante
Para novas idéias reencontrar
Nossas melaines
Nós as amamos
Seja aqui
Ali
Ou acolá.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 30/11/2007
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CAVALGAR

Título: Cavalos brigando
http://www.carolinaduarte.blogger.com.br/
Quero cavalgar
por terras infindas,
terras dantes não exploradas.
Quero cavalgá-las em ti,
no teu corpo,
nos teus pêlos.
Conhecer sensações,
viver alucinações
que nunca tive
que nunca me deixaste sentir.
Quero cavalgar o teu corpo,
com o meu galopar.
Não fujas,
as rédeas estão curtas
e estão em minhas mãos.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 30/11/2007
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quinta-feira, 29 de novembro de 2007
INFRAÇÃO
Infringir leis.
Decretos.
Sanções.
Liminares.
Quero
beber a desventura,
gole a gole.
Pra provar
alguma vez,
na vida,
o Impuro,
o Inusitado.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 29/11/2007
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SÃO JORGE

Título: São Jorge
http://istoe.terra.com.br/planetadinamica/altar/site/lista_altar_pub2.asp?id_user=63945&id_altar=83699
São Jorge teu guia
Proteja a Luz
Que te alumia.
Edilmar Amaral
* Dedicado a Marcus Vinícius Cardoso da Cruz
Publicado no Recanto das Letras em 29/11/2007
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quarta-feira, 28 de novembro de 2007
RENOVAÇÃO

Título: Criança
http://blogdealgo.blogs.sapo.pt/
Amar a Deus.
Aos Deuses.
Aos homens.
As raças.
As suas diferenças.
As suas culturas.
As suas crenças.
Amar a todo ser vivente,
Vegetal,
Mineral.
Animal.
Dando-lhes a oportunidade
de livre viverem.
Amar ao Fim.
Ao Finito.
Ao momento de Renovação.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2007
Código do texto: T756089
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GATO SAFADO

Título: Gato
http://home.galileo.edu/~gabriel_hp?C=N%3BO=D
O gato safado
rolou o novelo
escada abaixo.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2007
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ROSA VERMELHA

Título:Rosa Vermelha
http://www.flickr.com/photos/gbettega/56544449/
A Rosa Vermelha
Parece pintada
Por mãos de Poeta.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 28/11/2007
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terça-feira, 27 de novembro de 2007
PRETO E BRANCO

http://www.miguelprado.com/galeria
A partir de hoje,
passo a olhar o mundo
em preto e branco,
para ver se absorvo o passado.
Imóvel. Intacto.
Como num álbum de retratos.
E volto a ser
e a viver
do que já passou.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 27/11/2007
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SENTIR

Título: Amor Natural
http://www.flickr.com/photos/pasos_medios/430942326/
Sinto o sol.
Sinto a chuva.
Sinto o sal.
Sinto o doce.
Sinto tudo
que me pertence
ou que pode me pertencer:
o céu,
a lua,
as estrelas
e o amor
que perdura
entre eu e você.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 27/11/2007
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segunda-feira, 26 de novembro de 2007
PAZ
http://www.flickr.com/photos/flaviocb/529708697/
Quero brilhar.
Quero vibrar.
Quero me energizar.
Quero ser só luz.
Natural, incandescente,
néon, fluorescente.
Quero ser Sol.
Quero ser Lua.
Quero irradiar só alegria
e ser,
ao invés de um pontinho,
um pontão no infinito
para ajudar
na construção da Paz.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2007
Código do texto: T753097
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RELÓGIO

Título: Relógio
http://www.riototal.com.br/astros/helga-e5.htm
O meu relógio
está a atrasar.
A cada ano
que se passa,
ele atrasa
um pouco mais.
Assim
como ele,
não quero
chegar lá.
No todo.
No completo.
No pronto.
No acabado.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 26/11/2007
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domingo, 25 de novembro de 2007
VENTO FRIO

Título: Ventania
http://www.flickr.com/photos/73431654@N00/314340839/
Sinto o vento frio
a me penetrar,
a minha pele gelar,
a me maltratar.
O vento faz o tempo passar.
Não é mais tempo de brincar.
É tempo de recordar.
É como se o vento
voltasse no tempo
para reviver
os sonhos,
que um dia,
eu jurei
jamais perder.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 25/11/2007
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QUEDA LIVRE
quedando do alto
dos meus temores.
Tremores. Anseios.
Frustações. Desamores.
Quedando de cima
do nevoeiro.
Turvo. Denso.
Em que se transformou
o sentir do meu coração.
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sábado, 24 de novembro de 2007
SABES DO QUE GOSTO EM TI?

Título: Pérola
http://www.flickr.com/photos/28632457@N00/107674335/
Do que eu não vejo
Do que você oculta
E mostra de vez em quando
Por frações de segundos
E depois fecha
Dentro de uma concha
Como uma pérola escondida
No fundo do mar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/11/2007
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NUDEZ

Título: Lua
http://indoleromantica.blogs.sapo.pt/arquivo/2005_06.html
Uma lua brilha
Revela os corpos
Nus desses pudores.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 24/11/2007
Código do texto: T750176
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
QUARESMA

Título: Quaresma
Fotografia cedida por Eduardo Moura
Olho a tua sensualidade,
manifestada nos tons de tuas flores.
Sinto o teu inebriante perfume.
Provocas os sentimentos
mais primitivos
de um ser humano,
levando-o ao delírio,
à loucura.
Não és a Dama-da-Noite.
És a Quaresma
a Dama,
que em poucos dias,
corrompe a todos os fiéis,
fazendo-os quebrar o jejum
dos quarenta dias.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/11/2007
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ANTES DE TUDO ACONTECER

Título: Recordações
http://geocities.yahoo.com.br/fdias03/recordacoes.htm
Ar
com cheiro
de recordação.
De quero mais
ou de não quero mais.
Música
a tocar bem distante.
Que me comove
ou não me comove.
Mas,
que me volta
ao antes,
ao antes
de tudo acontecer,
mudar,
de me levar
a conhecer
caminhos equivocados
ou não.
Tudo me retorna.
Ao antes,
do todo que acontece
entre eu e você.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 23/11/2007
Código do texto: T748779
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quinta-feira, 22 de novembro de 2007
SEM MOTIVO

Título: Macro de um Lírio
http://www.flickr.com/photos/flaviocb/376979770/
Nativo
Nato
Inato
Assim és tu
Que plantaste
E não regaste
O de mais profundo
O de dentro
Só o machucaste.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/11/2007
Código do texto: T747193
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DIA FELIZ

Título: Sol
http://astrosurf.com/carreira/images/sol/2002
Dia de se levantar.
Dia de sorrir.
Dia de brincar.
De se enfeitar.
De dançar.
De se abraçar,
se beijar.
O nasceu radiante
pedindo aos seus súditos
ao menos
uma destas oferendas
para o seu altar.
Edilmar Amaral
Publicado no Recanto das Letras em 22/11/2007
Código do texto: T747196
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Amaral
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