domingo, 3 de fevereiro de 2008

CARNAVAL




















Título: Pierrô, Arlequim e Colombina
http://nilsongalvao.blog.uol.com.br/

Palhaços.
Arlequim.
Pierrôs.
Colombinas.
Música.
Muita música.
Belezas.
Loucuras.
Ilusões.
Carnaval
terra propícia
às loucas sensações,
às loucas paixões.
Carnaval
folia de alguns dias..

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 03/02/2008
Código do texto: T844372

NEGO

Nego
tudo
o que
de mim falares,
o que
de mim pensares,
o que,
por ventura,
por ti sentir
ou o que
por mim sentires.
Nego-te
por três moedas
e um falso
beijo na face.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 03/02/2008

Código do texto: T844371

sábado, 2 de fevereiro de 2008

ENERGIA

















Título: Sol e Lua
http://www.chicosena.blogger.com.br/2006_03_01_archive.html

Belo é o Sol.
Bela é a Lua.
Bela é a Energia
que em todos
os corpos
se irradia.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 02/02/2008

Código do texto: T843156

JOGO PERIGOSO

Imenso
é o que sinto.
Imenso
é o que vivo.
Imensa
é a dor
que podemos
nos causar,
se não pararmos
de brincar
com esse jogo
perigoso
que é o amor.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 02/02/2008

Código do texto: T843155

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

VIVER















Título: Velas
http://groups.msn.com/Reikifloresdebachetc/lasvelas.msnw

Viver
me consome
como a luz
da vela
que fica a derreter.

Viver
me trouxe cicatrizes.
Marcas
de acidentes,
de expressões.
No corpo,
na alma.

Viver
me é importante.
Quero estar pronto,
quando
o inevitável momento chegar
com seu belo manto
e sobre mim
ajeitá-lo
para o meu corpo agasalhar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2008

Código do texto: T841960

LONGE DE TI











Título: Revoada
http://www.transpantaneira.com/index.htm

Ao ver
a revoada dos pássaros,
vi
ir junta
a minha vontade
de voar
para bem longe de ti.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 01/02/2008

Código do texto: T841954

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

SUAVE

Suave
como a brisa.
Suave
como o sol
d’amanhã.
Suave
como o pôr-do-sol.
Suave
como a lua.
Suave
como as noites
no Sertão.
Suave
como um carinho.
Suave
como teu corpo.
Suave
como teu jeito
de amar.
Suave
como nossos beijos.
Suave...
Suave...
Nosso amor
manter-se-á.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 31/01/2008

Código do texto: T840508

ALMAS GÊMEAS

Almas irmãs.
Siamesas.
Ligadas,
unidas
por um cordão
umbelical.
Próximas
ou distantes
vivem
a se procurar,
a tentar
se reencontrar.
Ligação profunda,
passada,
alinhavada
em outra vida,
em outro plano.
Almas gêmeas.
Unidas.
Irmãs.
Eterno amor.
Nunca os laços
se desatarão.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 31/01/2008

Código do texto: T840507

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

PISCAR D'OLHOS

Num
piscar d’olhos
por ti
me encantei.

Em mais
um piscar d’olhos
te vi
te enxerguei
me desencantei.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2008

Código do texto: T839329

FLORES I















Título: Flores
http://caminhando.blogs.sapo.pt/arquivo/2004_02.html

Flores molhadas
pela água
da chuva
possuem
um quê
de especial,
de jovial,
que encantam,
que enamoram
todos os pássaros
que vêm
admirá-las.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 30/01/2008

Código do texto: T839326

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

TALVEZ

Talvez,
um dia
te reencontre
e o antigo amor,
que marcas indeléveis deixou,
reacender-se-á..

Talvez,
um dia
te reencontre
e o antigo amor,
como uma chama,
apagar-se-á.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2008

Código do texto: T837422

TE ENCONTREI

Nos fios
tecidos pelo tempo,
te encontrei,
ao acaso,
com os pensamentos
presos ao passado.
Te acordei.
Renasceste.
E ao olharmo-nos
nos amamos
acordados
a viver o presente.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 29/01/2008

Código do texto: T837421

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

MENINO TRAVESSO

Nem as lentes escuras
dos teus óculos
escondem
o olhar
do menino travesso
que sempre serás.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 28/01/2008

Código do texto: T836716

LÁGRIMA I

A lágrima
derramada
dos teus olhos
dasaguou
num lindo
lago azul.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 28/01/2008

Código do texto: T836713

domingo, 27 de janeiro de 2008

PERSONA

Sinto-me
num palco,
como um ator
à procura
de sua personagem,
em pleno
processo de encontro,
de elaboração,
de afinação.
A procura
do tom exato
para sua execução.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2008
Código do texto: T834764

FEITOS NO CORAÇÃO

Sonhos feitos.
Desfeitos.
Sonhos refeitos.
Raros.
Sonhos meus.
Perdidos.
Achados.
Deixados de lado.
Sonhos lindos.
Feitos no coração.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 27/01/2008

Código do texto: T834763

sábado, 26 de janeiro de 2008

AMAMO-NOS*


















Título: Crianças brincando
http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0100b03.htm

Relembro-me
de nós.
Das nossas travessuras.
Das nossas aventuras.
Das nossas descobertas.
Dos garotos que fomos.
A teu lado,
eu fui feliz.
Brincadeiras.
Passeios.
Viagens.
E nós,
vivendo num mundo
que criamos.
Só nosso.
Nele,
você se fazia de chefe.
Eu te perturbava
e te levava
para todas as peraltices,
todas as traquinagens.
Eu te fazia feliz.
Fomos assim crescendo.
Sempre juntos.
Sempre unos.
Por questões geográficas,
estamos separados.
Mas,
sempre a brincar
nos reencontros,
nos e-mails,
nas mensagens instantâneas.
Nós nos fazemos felizes.
Acredito que os meninos
que juntos cresceram
continuam vivos.
Vivos de vida.
Vivos de sentimentos.
Vivos no amor.
Afinal,
AMAMO-NOS.


* Esta poesia é dedicada a meu irmão Ulimar Paes do Amaral

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008
Código do texto: T834168

O NÃO RAIAR DO SOL...
















Título: Dia Nublado
http://www.pnuma.org/publicaciones/atlas2005/images/pag000_DiaNublado.JPG.htm

O não raiar
do sol
deixa a vida
deserta
com um gosto
de nostalgia
e um quê
de solidão.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008

Código do texto: T833470

MINHA INFÂNCIA

Mangas,
pitangas,
cocos,
abacates,
tangerinas,
cabeludinhas,
amoras,
e muito, muito mais.
Assim,
era o meu jardim.
Rodeado de flores.
Rodeado de pássaros.
Rodeado de sonhos.
Rodeado de fantasias.
Com um córrego
passando ao meio.
Uma moenda
com seu néctar a derramar.
Estas são algumas lembranças
que permanecem vivas
do tempo da minha infância,
em que tudo era perfeito
e que por mais voltas
que o mundo desse
ninguém a destruiria
e que por mais voltas
que o mundo dê
ninguém a destruirá.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 26/01/2008

Código do texto: T833471

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O AMOR NOS TEMPOS DA CÓLERA

O amor nos tempos
dos desacertos,
no tempo da frigidez.

O amor nos tempos
da opressão,
do desvario.

O amor nos tempos
do não querer,
do se deixar prá lá.

O amor nos tempos
do fim,
do não querer mais
junto estar.

O amor nos tempos
da cólera,
do desentendimento,
do desamor.

O amor nos tempos
do não existir mais.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 25/01/2008

Código do texto: T832102