sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

LÁGRIMA



















Título: Lágrima
Lágrima.
Sofrimento.
Ódio.
Desunião
Desamor.

Lágrima.
Alegria.
Felicidade.
Esperança.
Muito paz.
Muita amor.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 18/01/2008
Código do texto: T822099

VIDAS

Vidas amargas,
opostas,
vividas.

Vidas sofridas,
perdidas,
mal amadas.

Vidas não reveladas,
invadidas,
devassadas.

Vidas felizes,
realizadas,
amadas.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 18/01/2008

Código do texto: T822098

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

REVELAÇÃO




















Título: Homem nu
http://www.angela.amorepaz.nom.br/Quadro_homem_nu_novo.jpg

Ao me revelar para você,
perdi a proteção
que me envolvia.
Fiquei nu.
Retirei minha fantasia.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2008
Código do texto: T820588

VENTOS

Ventos fracos.
Ventos fortes.
Ventanias.
Retirem
de minha mente
o que tirar
não consigo.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 17/01/2008

Código do texto: T820586

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

VISTA D'OLHOS

Que vista
d’olhos
te dei
morenice
de beira-mar.
Vista d’olhos
profunda,
de águia
a perseguir
a tua presa,
certeira,
fatídica,
nem escapatória
tiveste.
Caíste
na rede jogada.
Agora,
é sentir
se o momento
inflama
e explode.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2008

Código do texto: T819218

FUJAS

Corras.
Corras muito.
Corras léguas.
Fujas de mim.
Do meu cheiro.
Da minha presença.
Da minha vida.
Não me rodeies.
Não me contornes.
Saias.
Sumas do mundo
que aponta pra mim.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 16/01/2008

Código do texto: T819215

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

TERRA




















Título: Terra
Terra.
Chão.
Mãos.
Homem a ará-la,
a trabalhá-la,
a cultivá-la,
a fazê-la Mãe
ao nela frutos gerar.
Frutos bons,
maduros,
que alimentarão
os filhos desta Mãe.
Desta Terra.
Deste Chão.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2008
Código do texto: T818398

NAS NUVENS

Vou me perder
em teus braços.
Em teu colo
me envolver
e esquecer
o mundo
que me rodeia
para nas nuvens
contigo viver.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 15/01/2008

Código do texto: T818394

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

ESCREVER












Título: Escrivaninha
Fotografia sem indicação de autoria

Mil faces
compõem o meu escrever.
A cada traço da pena,
uma vida encontrada.
Este é o meu papel de poeta.
Ser várias personas
sem me incomodar
qual delas irá me absorver,
irá me utilizar.
O mundo é pequeno.
O que vive n’alma,
no subconsciente
é profundo,
existe.
Ultrapassa teorizações.
Ultrapassa dimensões.
Escrito está nos pergaminhos,
há milênios.
É só entender.
É vivo.
É eterno.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2008

Código do texto: T816338

SONHOS

Sono.
Sonhos.
Vida etérea.
Vida viva.
Mágicas.
Feitiços.
Tudo
a se realizar.
Um balão
nos leva
pelos céus.
Um barco
nos transporta
pelos mares.
Sonhos.
Sonhados.
Nunca perdidos.
Sempre realizados.
Sonhos.
Sono.
Pena
ter acordado.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 14/01/2008

Código do texto: T816334

domingo, 13 de janeiro de 2008

ALÉM-MAR

Mar.
Águas profundas.
Grandes barcos.
Viagem.
Longa.
Pássaros.
Há dias não se vê.
Olhos aos céus.
À procura
de pelo menos um,
que nos possa orientar.
E sabermos
se estamos próximos
à terra firme
e com o coração
além-mar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2008

Código do texto: T814954

SUTIS DIFERENÇAS

Sutis diferenças
não me assemelham a ti.
Talvez a voz.
O andar.
O olhar.
Ou o fato
de sempre errar,
como todas as gentes
na tentativa de o erro acertar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 13/01/2008

Código do texto: T814953

sábado, 12 de janeiro de 2008

LEÃO NO INVERNO













Título: Leão
http://www.bussolaescolar.com.br/animais/leao.jpg

Te amei
com forças tantas
que te gerei
no meu coração.

Numa torre,
longínqua,
abandonaste-me.
Deixaste-me só.
Conheci o sofrer.

Mesmo assim,
continuas nele a viver,
com toda a dor,
com todo o furor,
de um animal que a cria perde,
nele estás,
agasalhado,
do frio e da fome,
protegido sob o meu manto
o de um Leão no Inverno.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008

Código do texto: T813715

AMOR DE VERÃO

Amor de verão,
amor gostoso,
brilhante,
bronzeado.
Amor descomplicado
a buscar a diversão,
os encontros,
os encantos do mar,
os encantos do sol
a iluminar corpos expostos,
na intenção deste amor encontrar.
Amor de verão,
passageiro,
marcante,
eterno.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 12/01/2008

Código do texto: T813713

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

VIDA ENSOLARADA















Título: Sol
Nesta vida ensolarada,
a olhar o mar,
encontrei o viço,
o bronze,
o não lapidado,
à procura de um escultor.
Quiçá,
de um novo amor.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 11/01/2008
Código do texto: T812389

ETERNO AMOR

Eterno.
Assim um dia
foi nosso amor.

Incerto.
Assim passou
por diversas fases
nosso amor.

Com atritos.
Assim viveu
por muito tempo
nosso amor.

Finito.
Custou,
mas , assim terminou
nosso eterno amor.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 11/01/2008

Código do texto: T812388

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

CAIS

Perdi-me
no cais
a procura de você.

Agora,
vivo nas noites do cais,
amando um ou outro,
tanto faz.

Porém,
decidido está,
não quero a você
mais encontrar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2008

Código do texto: T811052

ASSIM

Simples
como o vento.
Claro
como a lua.
Assim,
sou eu
quando quero
me deixar
entrar na sua.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 10/01/2008

Código do texto: T811046

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

MULTICOLORIDA















Título: Bolas
http://www.bancoimagenes.com/cd683/cd683f005_a.jpg

Bolas.
Vermelhas.
Azuis.
Amarelas.
Coloridas.
Pra chutar.
Soltas no ar.
Lindas.
Brilhantes.
Verdes.
Grenás.
Bolas.
Muitas bolas.
Voltam-me
à minha infância.
Multicolorida.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2008

Código do texto: T809625

TRISTEZA

Tristeza
em mim bateu
por não tê-la
a me rodear.

Tristeza
em mim bateu
quando você se foi
e esqueceu de voltar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 09/01/2008

Código do texto: T809623