domingo, 18 de novembro de 2007

REMÉDIO PRA SOLIDÃO














Título: Lover
http://meuanjobom.blogs.sapo.pt/

Sonos
Sonhos
Pesadelos
Que me povoam
Vivem em mim
Me angustiam
Me atordoam
Me deixam em convulsões.

Sonos
Sonhos
Pesadelos
Não mais me povoarão
Consegui remédio pra solidão
Vida a dois
Vida em mim.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 18/11/2007
Código do texto: T742142

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QUERÊNCIA















Título: Pimenta na Janela
http://www.flickr.com/photos/thiagomartins/321546196/

Querência
de amor.
De beijos.
De suores.
De corpos ardentes,
calientes,
fumegantes,
em ponto de eclosão.

Querência
de desejos,
de apegos,
de amassos,
de corpos nus,
picantes,
flamejantes
de tesão.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 18/11/2007

Código do texto: T742139

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sábado, 17 de novembro de 2007

TEMPO DE MORANGOS



















Título: Plantação de Morangos

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Quero te encontrar
sob o alpendre
no meio
de um instante
que já vivemos antes.
Voltar o relógio,
enganar ao Deus Cronos
e ver se acertamos
os nossos ponteiros
que não estão
nos seus devidos lugares.

Enquanto isso
o sino da Igreja Matriz
tange o seu som
acordando os fiéis
para mais um ritual.
O ritual da fé.
O ritual da vida.

E, eu não posso esquecer.
É Tempo de Morangos.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 17/11/2007

Código do texto: T740528

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PRIMEIRO ATO
















Título: Cortina
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Sou assim.
Não vou mudar.
Nem que para isso
tenha de te perder.
Me basto.
Sou auto-suficiente.
Não preciso de ninguém.
As minhas certezas
são as corretas.
As minhas falas,
quando ditas,
são eloqüentes,
vibrantes, eficazes.
Meus sentimentos,
mais tórridos.
Sou mais eu.
Arrogante. Mesquinho.
Louco. Perdido.
Só.
Cada vez mais só.
Estou a acabar só.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 17/11/2007

Código do texto: T740527

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sexta-feira, 16 de novembro de 2007

PARQUE DOS PÁSSAROS















Título: Parque dos Pássaros - Foz do Iguaçu - Brasil
http://www.flickr.com/photos/metalog/41136678/

Caminho apressadamente pelo
Parque dos Pássaros,
aturdido.
Correndo por uma trilha
que dizem
me levar a um lugar qualquer.
Só a Vegetação Nativa
e os Pássaros
acompanham
meu desnorteio.
Como que por encanto
ou pelo desígnio
da Rosas dos Ventos,
todos os Pássaros
começam a me guiar
a um devido lugar.
Lá,
encontro tudo.
Eu,
os Pássaros,
uma Mata Densa
para me esconder,
me abrigar,
até o momento exato
em que a Natureza,
tornar-me-á um Sacerdote,
concebido,
consagrado por este Altar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 16/11/2007

Código do texto: T739215

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BRISA















Título: Praia de Costazul - Rio das Ostras - RJ - Brasil
Fotografia cedida por Eduardo Moura
Brisa fresca
Sol ameno
Belo dia
Para mergulhar
No mar cristalino
No ar rarefeito
Nos braços seguros
De quem me enfeitiçar.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 16/11/2007
Código do texto: T739213

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quinta-feira, 15 de novembro de 2007

REENCONTRO















Título: Segura mãe! Essa é sua!
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Vento frio.
Forte.
Chuva contínua.
Hoje, me trouxeram
à memória
minhas mães.
A dos Ventos,
minha guardiã.
A Avó,
meu anjo de guarda.
A do Peito,
de quem tenho andado afastado,
isolado.
Não por querência.
Mas por imposição
das situações,
das calamidades
que desabaram
sob nossas cabeças
e nos afetaram.
Nos afastamos,
ficamos quietos,
cada um no seu canto.
Feridos. Magoados.
Creio, que agora,
estejamos a nos reencontrar,
a reassumir nossos papéis,
mesmo, que seja,
a contra gosto de poucos.
Uma coisa é irreversível:
o amor que existe em nós.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 15/11/2007

Código do texto: T737926

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ABANDONO













Título: Infinito
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Pensamento foge
Vai para não sei onde
Talvez abandone meu corpo
E vague. Vague pelo infinito.
À procura do teu.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 15/11/2007

Código do texto: T737924

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quarta-feira, 14 de novembro de 2007

ANJO SAFADO




















Título: Anjo
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Anjo Safado,
venhas pro meu leito,
brinques com os meus sonhos,
deixe-os todos desarrumados.
Mexas no meu corpo,
deixe-o arrepiado.
Contes-me segredos
para que não possa
a outros revelá-los.
Faças-me sentir leve,
sem contas a dever.
sem um nada a pagar,
sem um tanto a receber.
Anjo Safado,
fiques comigo
na minha casa,
na minha cama,
bagunçes os meus lençóis,
novos, de chita,
feitos pro teu corpo.
Venhas enrubescer a minha face
e me fazer feliz.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 14/11/2007
Código do texto: T736771

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TEMPO DE ESTIO











Título: Estiagem
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Tempo do pouco.
Tempo do nada.
Tempo do sofrimento, da dor.
Tempo do faltar
o de comer nas panelas
das casas modestas
abandonadas ao Deus dará,
pelos terreiros batidos
desse meu país.

Quando será que a mediocridade que nos assola desde 1500 mudará esta realidade??????

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 14/11/2007

Código do texto: T736772

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SODOMIA
















Título: Criança
http://rms.com.br/images?S=A

Nuvens.
Esparsas.
Carregadas.
Todas a rondarem
minha cabeça.
Pesadas. Densas.
Não se dissipam.
Não deixam o dia clarear.
Dia escuro.
Sombrio.
Como os que eu sentia
na minha Infância.
Ao ver o meu querer
sendo substituído
pelo meu não querer.
Não sendo respeitado.
Sendo maltratado.
Sodomizado.
E tinha de não falar.
O medo predominava.
Aterrorizava uma criança
que queria crescer como as outras.
Não pode.
Teve de viver na Esperança
de crescer
e de todos se vingar.
Todos que de uma forma
ou de outra
permitiram esse ultraje.

O crescimento custou,
demorou a chegar.
Quando chegou,
a minha criança morreu.

O tempo passou..
Décadas findaram.
As feridas continuam expostas.
As Vinganças,
o Tempo mesmo as realizou.
Só agora,
consigo fechar os olhos
e ficar algumas horas,
alguns dias,
sem pensar
nos Crimes que me cometeram.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 14/11/2007

Código do texto: T736767

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terça-feira, 13 de novembro de 2007

NADA















Título: Céu
http://www.papel-de-parede.com/papel-de-parede/2806-ceu.html

Vento.
Ventania.
Tempo.
Temporal.
Eu e você.
Escapando de nossas vidas.
Passado.
Um a procura do outro,
buscando o improvável.
Não o impossível.
Tangível?
Eu e você
Pelas estradas,
trilhando um caminho.
Um caminho com ida.
Mão única.
Sem saída?
Eu e você.
Para trás,
não olharemos.
Ou nos transformaremos:
estátuas de sal.
Eu e você.
Andemos depressa.
O presente nos chama.
Para onde?
Para que lugar?
Por quê?
Eu e você.
Fujamos.
O futuro espera.
Nos espera.
Ali na frente.
Na curva de uma estrada.
Na curva de um rio.
Como uma serpente pronta para o bote.
Eu e você.
Perdidos.
No passado.
No presente.
No futuro.
No nunca.
Em busca do nada.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 05/10/2007

Código do texto: T681372

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DESVARIO















Título: Loucura loucura loucura
http://www.flickr.com/photos/foganhole/148260260/

Quem é você que tem o poder de me ferir?
Quem é você que gosta de me humilhar?
Que direito lhe dou para assim agir?
Não me pertence mais.
Não te pertenço mais.
Não a quero a me rodear.
A me usurpar:
os sentimentos,
o ninho,
a luz,
o sol,
a noite,
a escuridão.
Quero arrancá-la de dentro de mim.
Das minhas veias.
Do meu sangue.
Do meu peito.
Dos meus olhos.
Impossível?
Trocarei de nome.
Sangrarei meu peito.
Arrancarei meus olhos.
Tornar-me-ei invisível.
Inútil.
Você está arraigada no meu passado.
Nos meus sonhos de menino.
De adulto.
Nas minhas lutas.
Fracassos.
Conquistas.
Esperanças.
Sofrimentos.
Decepções.
Não tem jeito: sem solução.
Desvario esse meu:
conseguir esquecer você.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 02/10/2007

Código do texto: T677315

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DIA BRANCO














Título: Solidão
http://www.flickr.com/photos/rfpaes/279823779/

Dia em que sumi.
Tranquei-me por dentro.
Hibernei.
Nem aqui estive.
Não os visitei.
Dia que fiquei fora.
Fora de mim.
Do meu controle.
Pensamentos esparsos.
Fuga espessa.
Ações: inércia.
Viajei pra longe,
tão longe do que se possa pensar.
Fui procurar-me no vago,
no vazio.
No distante.
Não me encontrei.
Voltei.
Ainda meio tonto.
Lúcido.
Quiçá, faltando pedaços.
Porém,
pronto para ficar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 09/10/2007

Código do texto: T686701

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CRIME DELICADO




















Título: Beija-Flor
http://www.flickr.com/photos/79671868@N00/433439250/

Crime delicado.
Cometerei agora.
Homenagem,
meio capenga,
meio sem jeito,
à nossa união.
União estável, duradoura.
Anunciada pelos anjos do apocalipse
aos quatro ventos.
Fincada.
Fortaleza.
Carma.
Rompe laços.
Quebra barreiras.
Infringe Leis.
Queda homens: corações.
Leva susto: se espanta.
Suporta.
Agüenta.
É real.
Pesada.
Cansativa.
Feia.
Bonita.
Linda.
Leve.
Una.
Única.
Igual a todas,
sem tirar, nem pôr.
Fere como espada em riste:
ungüento.
Dói como a dor do parto que não deu luz:
união.
Corrói como o tempo:
sofrimento, ranhuras, perdão.
Vive.
Palpita.
Existe.
Apaixona.
Aprisiona.
Resiste.
Insiste.
Pura.
Invejável.
Firme.
Confiante.
Belamente encantadora.
Fruto maduro.
Proibido.
Nosso grande Amor.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 07/10/2007
Código do texto: T684610

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MÃO ÚNICA















Título: Mão Única
http://www.flickr.com/photos/innoart/4173536/

Não me amas
a minha maneira.
Nem eu a tua.
A tua é possessiva.
Doentia. Agressiva.
Me irrita. Me maltrata.
A minha é introspectiva.
Sagaz. Dissimulada.
Não te satisfaz. Maltrata.
Vivemos essa ambigüidade.
Dúbia. Imprecisa.
Equivocada.
Que precisa se ver. Apalpar.
Refletir. Reconsiderar.
Encontrar um destino.
Sem mão dupla.
De mão única.
Onde dois somam um.
Um só.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 11/10/2007

Código do texto: T689688

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QUERES SABER?









Título: Balança
http://www.conpet.gov.br/artigos/fotos_artigo

Queres saber
o que o fiel
da balança faz?
Nada.
Só fica em cima do muro
a observar
pra onde irá o vento pender.

Assim é o político brasileiro.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 13/11/2007

Código do texto: T735646

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PÔR-DO-SOL














Título: Pôr-do-Sol - Praia do Centro
Rio das Ostras - RJ - Brasil
Fotografia cedida por Eduardo Moura

Cai o sol vermelho
Dentro da água do mar agitado
Todos aplaudem
Esse espetáculo.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 13/11/2007

Código do texto: T735642

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SEREIA




















Título: Sereia
Belo dia.
Sol a pino.
Quente.
Escaldante.
Insinuante.
O Corpo Suado.
Belo.
Musculoso.
Sensual.
A areia
da praia
mais brilha.
A água do mar
mais se agita.
A lua
até dá uma espiadela.
As gaivotas
estão a planar
Nem vento há no ar.
Todos alertas.
Atentos.
O mundo conspira.
Ouve-se
um canto bem longe.
O Corpo Suado
mergulha
nas águas ariscas,
geladas do mar.
Nada.
Vai pra longe. Muito longe,
Como se algo estivessse a chamá-lo.
Desaparece. Some.
Não volta.
O sol cai.
Nenhum sinal.
O Corpo Suado
Belo.
Musculoso.
Sensual.
Fugiu com uma Sereia,
hipnotizado pelo seu canto
e foi pra águas profundas
se esconder lá.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 13/11/2007
Código do texto: T735647

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segunda-feira, 12 de novembro de 2007

AINDA EXISTE VIDA















Título: Meu Coração
http://www.flickr.com/photos/viveca/289449372/

Sabe o que nos une?
As desavenças.
As idiossincrasias.
O refinamento de vida adverso.
Se não fossem esses detalhes,
o que mais nos uniria?
Talvez, a vida,
os percalços,
os costumes,
os cheiros,
as árvores,
os cachorros,
o Amor,
maledicente,
malcriado,
machucado,
maltratado,
que não morre,
por mais que se tente matá-lo.
Ainda Vive, Pulsa, Respira.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 12/11/2007

Código do texto: T733708

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