quinta-feira, 8 de novembro de 2007

AO PÉ DA LETRA













Título: Interrogação
http://www.expiate.blogger.com.br/2004_06_01_archive.html

Não quero mais te ver.
Não quero mais te sentir.
Não quero que me perturbes.
Não quero te amar.
Quero.
Outra vez.
Ver o dia clarear.
De você?
Quero distância.
Quilômetros e quilômetros.
Bem longínquo.
Para eu passar os dias a me banhar,
para o teu cheiro tirar.
Arrancar do meu corpo
que ainda te exala.
E anda bêbedo.
Pelas ruas.
Pelas esquinas.
Quero que nos meus sonhos: não existas.
Que dos meus pensamentos: eu te apague.
Quero livrar-me de ti.
Nem que seja a fórceps.
Não te quero mais em mim.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 03/10/2007

Código do texto: T678990

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

FUGA















Título: Triplo Ponto de Fuga
http://www.flickr.com/photos/kennojc/523833373/

Estou a me preparar
para a fuga.
Fugirei pra bem longe
para um lugar
onde não possa
ser avistado.
Lá,
no bem longe,
troco de nome,
mudo os cabelos,
me disfarço.

para não ser reconhecido
por alguém
que possa lhe dar informações
sobre mim.
Não quero que me encontre.
Não quero mais lhe ver.
De você,
só quero distância.
Uma distância
calculada ao cubo,
pela falta de amor
que senti
de você por mim.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 08/11/2007

Código do texto: T728784

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

HARMONIA




















Título: Harmonia
http://www.hellados.ru/gallery/pic

Sobreviver
As agruras
Do amor
É tarefa árdua
Difícil
Tem de se estar
Em total harmonia.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 08/11/2007

Código do texto: T728787

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

NO SÓTÃO















Título: Sótão
http://vivesonhos.blogspot.com/2005/08/reencontros.html


Tempestade.
Ventania.
Ouço barulhos
no sótão.
Um andar?
Um caminhar?
Atônito fico.
Escondo-me
detrás das grossas cortinas.
Tudo em silêncio.
Somente o barulho
do vento e da chuva.
Começo a me tranqüilizar.
Novos barulhos.
Mais fortes.
Janelas a baterem.
A luz se apaga.
Trêmulo.
Tomo coragem.
Acendo uma vela,
após várias tentativas.
Vacilante.
Indeciso.
Subo a escada
que me levará ao incógnito,
pé ante pé,
deslizando sobre as tábuas corridas.
Abro a porta,
bem devagar,
sem ruídos a fazer.
Espanto-me!!!
Encontro
os meus Fantasmas
a fazerem um tudo
com meus pensamentos,
com meus sentimentos,
jogando-os todos pro alto,
pra quando caírem,
caírem de pernas pro ar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2007

Código do texto: T726857

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

CINZAS




















Título: La Mascara del Galeón
http://www.flickr.com/photos/22088708@N00/192758784/


Rasgaste minha fantasia.
Me deixaste exposto.
Com o corpo
e o rosto
à mostra.
Não refletiste.
Me magoaste,
de mim zombaste.

Hoje,
com outra fantasia a usar
que não irás rasgar.
Não a conheces,
nem a conhecerás.
Só eu passarei por ti
e te reconhecerei
e lembrarei
que tu fizeste
parte de um Carnaval
que para mim
transformaste
em Cinzas.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 07/11/2007

Código do texto: T726853

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

CONFISSÃO















Título: Confissão
http://www.flickr.com/photos/ccasado/47872559/

Confesso:
estou cansado,
exausto.
A vida
já me pesa o corpo.
Me sinto modificado,
adulterado.
A cópia
que reluz
à minha frente,
embaçada,
sem viço,
parece não ser a minha.
Será a de outra pessoa?
O invólucro
se transformou.
Transformaram.
Me vejo,
outro.
Em tudo.
No andar,
no caminhar,
no pensar,
no dizer,
no amar.
Não dá.
Respeito.
As marcas que o tempo me deu.
São sinais de que vivi.
Vivo.
Reverencio o tempo.
Sinto a vida.
Pulse a vida.
Pulse.
Pulse.
Pulse tanto.
Pulse para não me pesar.
Para a pena continuar a caminhar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 05/10/2007

Código do texto: T682027

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

PALAVRAS AO VENTO














Título: Vento
http://www.flickr.com/photos/momentodecisivo/53789769/

Noite.
Lua.
Claro.
Luz.
Sol.
Dia.
Azul.
Verde.
Mel.
Castanho.
Preto.
Olhos
Branco.
Negro.
Todas as cores.
Natureza.
Mar.
Pássaros.
Gaivotas.
Mais pássaros.
Peixes.
Muitos peixes.
Barcos.
Muitos barcos.
À praia ancorando.
Curiosos.
Mulheres.
Crianças.
Festa..
Muita festa.
Redes.
Redes cheias.
Homens.
Homens felizes.
Pescadores.
Talhados pela sereia do mar:
Iemanjá.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 03/10/2007

Código do texto: T678459

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

CALMARIA














Título: Píer da Praia do Centro, ao entardecer

Rio das Ostras - RJ - Brasil

Fotografia cedida por Eduardo Moura

Agora.
Calmaria.
Redemoinhos de ventos.
Turbilhões de pensamentos.
Tempestades. Trovões.
Passaram.
Todos a salvo?
Alguns.
Sentimentos, contatos.
Importantes?
Quiçá.
A balança não pesou.
Agora.
Torpor.
Leveza?
O corpo adormecido nu.
A alma desnuda.
Os olhos vagos.
À procura.
De quê?
O olhar,
o pensar,
no intangível.
Na busca de um porto.
Porto seguro.
Pra naufragar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 10/10/2007

Código do texto: T688257

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

AMIGO














Título: Flores Amarelas
Fotografia cedida por Eduardo Moura

Uno.
Bilateral.
Transforma-se
em “mils”.
Para entender-me melhor.
Escutar-me melhor.
Irmão.
Pai.
Mãe.
Só você a realizar esta tarefa.
Dedicado.
Delicado.
Não mais ousado.
Sutil.
Cheio de mesuras no falar.
Cheio de mesuras no dizer.
Guia.
Farol.
Guru.
Tudo isso.
E, muito,
muito mais.
Amigo.


* Dedicado Eduardo Moura

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 06/10/2007
Código do texto: T682799

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

ETERNO OLHAR




















Título: Mãe

http://www.flickr.com/photos/lairilai/154086664/

Olhos de água.
Olhos de chuva.
Olhos de mel.
Olhos de mar.
Verdes.
Lindos,
como ondas a marulhar,
como os raios,
no céu,
a cintilar.
Como as matas,
nos campos,
após as chuvas,
em busca
do esverdear.
Olhos meus.
Que me embalaram,
que me amamentaram,
me acalentaram,
me ensinaram,
me moldaram,
me tornaram o que sou.
Olhos que me olham:
com amor,
respeito,
dedicação.
Olhos infinitos:
nunca se perderão.
Continuarão dentro de mim.
Do meu sangue.
Do meu eu.
Do meu coração.
Eterno amar.
Terno olhar.
Verdes olhos:
musa,
mãe.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 28/09/2007

Código do texto: T671801

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

RECADO














Título: Recado
Não possuo nervos de aço.
Muito menos sangue de barata.
Sinto.
Sofro.
Me descabelo. Me esculacho.
Me desmancho.
Desmonto.

Não dou o braço a torcer.

Não meças força comigo.
Nada tens a ganhar.
Não sou a Traição.
Tu. Só tu.
Estás colocando tudo a perder.

Santo, não sou.
Não quero.
Incomoda.
Quero pecar.
Me molestar. Me entregar.
Me ferir. Te ferir.
Andar por lugares escuros.
Por becos escusos.
Beber da bebida dos Loucos.
Beber da bebida dos Bêbedos.
Me embriagar.
Andar na corda bamba.
Tropeçar.
Cair.
Levantar.
Sublimar.

Porém ,
uma certeza eu tenho:
não te quero mais.
A apertar o meu peito.
A sangrar o meu coração.
A matar o meu desejo.
A violar a minha “despudoração”.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 18/10/2007
Código do texto: T699213

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

IANSÃ




















Título: Iansã
http://agora.ya.com/umbanda21

Venta.
Venta muito.
Venta forte.
Minha Rainha
está a reinar.
E eu,
seu fiel súdito
estou atarefado
a observar,
a olhar,
a admirar,
a sentir sua força
a percorrer
outros reinos,
que ficam paralisados.
Estagnados.
Em estado
de contemplação,
com o anúncio do seu passar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2007
Código do texto: T725335

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

DESENCANTO















Título: Tristeza

http://igorfrota.blogspirit.com/

Sai na tua busca,
ao teu encontro.
Percorri estradas.
Caminhos.
Andei por vielas.
Ruelas.
Escorreguei nos guetos.
Não te encontrei.
Encontrei teu hálito,
teu cheiro
a perfumarem
todos os cantos,
todas as gentes,
numa mistura
com suor e sexo.
Desencantei-me.
Fugi.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 06/11/2007

Código do texto: T725324

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

LINHA TÊNUE




















Título: Trapezista
Tempo.
Abafado.
Sem chuva.
Sem vento.

Eu.
Sem prumo.
Sem rumo.
Agoniado.
Após cruzar
a linha tênue
entre o agora
e o que se tentou
deixar para trás,
não se conseguiu,
fcou,
continua no hoje,
no agora,
no sempre.
Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 05/11/2007
Código do texto: T724530

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

MEDUSA















Título: Medusa
http://desktopreflections.com/previews/medusa.html

Olhos. Olhos. Olhos.

Olhos vivos.
Olhos abertos.
Obscenos.
Devassadores.
Olhos observadores.
Olhos disléxicos.
Todos
a te olharem.
A te observarem.
A te encurralarem.
A buscarem
o teu olhar.
Tentando nele
se fixarem.
Para te paralisarem.
Transformarem-te numa Estátua.
Que não sofre.
Não se dói.
Não sente.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 05/11/2007

Código do texto: T724527

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

domingo, 4 de novembro de 2007

TUDO




















Título: Coração na praia
http://bloguiando.blogs.sapo.pt/

Nada a dizer.
Nada a declarar.
Tudo a sentir.
Tudo a rebuliçar.
Revolver
por dentro.
Querendo sair.
Querendo romper
e fazer brotar
o mais forte sentimento:
o de Amar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2007

Código do texto: T722837

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

FANTASMAS














Título: Fantasma

Fotografia cedida por Eduardo Moura

Fantasmas
vieram me visitar.
Todos.
Vieram me povoar.
Sonos.
Sonhos.
Pensamentos.
Todos se aportaram
para me atormentar.
Fantasmas
que julgava mortos.
No passado.
No futuro.
No presente.
Aqui estão
a me assombrar.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 04/11/2007

Código do texto: T722834

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

sábado, 3 de novembro de 2007

FLORES



Título: Quaresma
Fotografia cedida por Eduardo Moura

Flores mil.
Verdes.
Azuis.
Vermelhas.
Brancas.
Amarelas.
Cor de anil.
Flores vivas.
Cheias de vida.
Repletas de cheiros.
Venham embelezar Afrodite
com uma grinalda,
tecida pelos beija-flores,
com hera e tons variados.
Multicores.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 03/11/2007
Código do texto: T721600

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

ENTARDECER



Titulo: Pôr-do-Sol

Praia do Centro - Rio das Ostras - RJ - Brasil

Fotografia cedida por Eduardo Antônio de Moura

Sinto o entardecer
cair lentamente
diante dos meus olhos.
Mágico. Surpreendente.
Um espetáculo.
De Deuses.
De Orixás.
Reverenciado
por uma platéia
comovida.
Entardecer
que acontece todos os dias.
Mas,
o de hoje,
não é igual,
é singular.
É meu.
É nosso.
Se diferencia.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 03/11/2007

Código do texto: T721601

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

SIMPLES














Fotografia: Simples

http://www.flickr.com/photos/giselle/1138831649/


Puro.
Como o olho d’água a terra perfurar.
Como os pássaros ao vento se deixarem levar.
Como o encontro do mar com o rio num contínuo acasalar.
Como a mãe em seus braços a embalar..
Árvores.
Céus.
Sol.
Chuva.
Correria.
Trem.
Praça.
Brinquedo.
Febre.
Criança.
Vó.
Se foi.
Puro.
Puro.
Simples assim.

Edilmar Amaral

Publicado no Recanto das Letras em 02/10/2007

Código do texto: T677006

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (cite o nome do autor e o link para a obra original). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.